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Convocação de Neymar para a Copa do Mundo aumenta interesse de marcas pela Seleção Brasileira

Publicado 18/05/2026 • 21:10 | Atualizado há 17 minutos

KEY POINTS

  • Eduardo Halpern, professor de marketing da ESPM, afirma que somente o debate sobre Neymar já justifica o interesse comercial no jogador e na Seleção.
  • Especialista diz que atletas convocados se tornam produtos mais vendáveis e ampliam a exposição de patrocinadores.
  • Marcas assumem riscos ao se associar a jogadores, já que desempenho, lesões e polêmicas podem afetar campanhas.

A convocação de Neymar para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo movimenta o interesse do público, amplia o alcance comercial da equipe e reforça o valor do jogador para marcas patrocinadoras. É o que afirmou Eduardo Halpern, professor de marketing da ESPM.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Halpern comparou o impacto do nome de Neymar ao anúncio do elenco de uma grande produção audiovisual, capaz de aumentar a atenção do público antes mesmo do evento principal.

“Só todo esse debate em torno da convocação ou não do Neymar já justifica o investimento que qualquer marca venha fazer no jogador e na Seleção Brasileira também”, disse.

Leia também: Neymar é convocado para a Copa; jogador segue como potência de marketing

Segundo o professor, a Copa do Mundo é um evento esportivo com força rara do ponto de vista de marketing. Ele afirmou que a convocação da Seleção mobiliza audiência no Brasil e fora do país, com torcedores interessados em saber quais jogadores estarão em campo.

Halpern disse que outros nomes da seleção também têm potencial relevante para marcas, como Vinícius Jr. e Alyson. Na avaliação dele, há uma relação de retroalimentação entre a visibilidade da seleção e a imagem comercial dos atletas.

“O jogador famoso alimenta a Seleção, a Seleção alimenta aqueles jogadores que ainda estão buscando mais visibilidade”, afirmou.

Para o professor, a convocação transforma jogadores em produtos mais vendáveis. Atletas em início de carreira ou menos conhecidos pelo público brasileiro podem ganhar exposição relevante se forem chamados e, principalmente, se se tornarem titulares.

Halpern disse ainda que não vê influência direta de patrocinadores na decisão de um técnico como Carlo Ancelotti. Segundo ele, a convocação tende a seguir critérios técnicos, embora nenhum profissional esteja totalmente imune ao ambiente externo.

“Não imagino ele sendo pressionado por uma marca de calçados ou por uma marca de refrigerantes a convocar o jogador A ou B”, afirmou.

Ainda assim, o professor disse que clamor popular, imprensa, influenciadores e debates nas redes sociais aumentam o engajamento em torno da Seleção. Esse fenômeno, segundo ele, faz parte da economia da atenção buscada pelas marcas no futebol.

Com a convocação definida, Halpern avalia que as empresas tendem a intensificar ativações com atletas já patrocinados. Marcas que ainda não têm contratos com jogadores chamados também podem buscar novas associações, embora o custo de entrada aumente depois da convocação.

“Agora provavelmente vai ficar um pouquinho mais caro buscar essa relação com jogadores que já foram convocados”, disse.

Leia também: Quanto cada jogador pode receber se o Brasil levar o hexa?

O professor afirmou que jogadores se tornaram embaixadores de marcas, com presença digital acompanhada por equipes de comunicação, assessorias e empresários. Segundo ele, redes sociais, postagens patrocinadas e campanhas fazem parte de uma estratégia comercial cada vez mais estruturada.

Halpern ponderou, porém, que o marketing esportivo envolve riscos. Diferentemente de uma obra de ficção, o esporte não permite controle total da narrativa. Lesões, falhas em campo, cartões, derrotas ou declarações mal colocadas podem afetar a imagem do atleta e das marcas associadas a ele.

“Toda vez que uma marca se liga a um jogador que está praticando um esporte competitivo como o futebol, ela vai estar assumindo a possibilidade de ser parceira de uma vitória, ou ela pode virar sócia de um grande fracasso”, afirmou.

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