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CSN avança na venda da divisão de cimentos para tentar conter alta da dívida e reverter piora no crédito
Publicado 10/08/2026 • 09:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/08/2026 • 09:48 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação
Sacos de cimento da CSN Cimentos, negócio que pode ter o controle vendido com manutenção de participação minoritária pela CSN.
A Companhia Siderúrgica Nacional entrou na fase decisiva do processo de alienação integral da CSN Cimentos após receber ofertas vinculantes de investidores interessados.
A etapa de análise das propostas pela diretoria cumpre as fases previstas desde o lançamento do projeto, em janeiro de 2026, embora a empresa não tenha divulgado os participantes, as quantias envolvidas ou a data limite para a assinatura do contrato final.
A transação ocorre em um cenário de deterioração do perfil de crédito do grupo siderúrgico. A agência de classificação Fitch reduziu a nota da companhia de B para CCC+, mantendo a avaliação sob observação negativa devido ao elevado endividamento, custos financeiros expressivos e fraca capacidade de caixa.
Leia também: CSN lança oferta para troca de títulos no exterior e estima prejuízo maior em 2026
Os analistas apontam que a reestruturação das obrigações financeiras da empresa depende diretamente do êxito de seu plano de desalavancagem.
O plano estratégico da CSN prevê arrecadar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões em 2026 por meio da venda de ativos, o que inclui a divisão de cimento e fatias em infraestrutura.
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Siga o Times | CNBCEstimativas do mercado indicam que a venda total do braço de cimentos, somada à comercialização de 25% do segmento de infraestrutura, pode injetar aproximadamente R$ 16,2 bilhões no caixa do grupo.
Esses valores, contudo, ainda não foram incorporados às notas de risco da empresa por falta de conclusão formal dos acordos.
Leia também: Vendas de aço da CSN caem para 995 mil toneladas pressionadas por importações
Os compromissos financeiros do grupo mantiveram trajetória de alta ao longo dos últimos trimestres. Após fechar o primeiro trimestre de 2026 com um saldo devedor líquido de R$ 40,5 bilhões, valor superior aos R$ 35,8 bilhões apurados no mesmo período de 2025, porém levemente abaixo dos R$ 41,2 bilhões do fim do ano anterior, projeções preliminares indicam que a dívida líquida ajustada atingirá R$ 44 bilhões no encerramento da primeira metade do ano.
O balanço oficial do segundo trimestre será divulgado ao mercado no dia 12 de agosto.
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