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CSN escolhe chinesa Huaxin para venda da CSN Cimentos por R$ 12,7 bilhões

Publicado 01/11/2026 • 17:20 | Atualizado há 23 horas

KEY POINTS

  • Siderúrgica fechou acordo de exclusividade de dez dias com a Huaxin para concluir os documentos da operação.
  • Negócio considera valor de empresa de R$ 12,7 bilhões, incluindo a dívida que será assumida pelo comprador.
  • Venda faz parte do plano da CSN para reduzir o endividamento e concentrar investimentos em negócios de maior retorno.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) avançou na venda da CSN Cimentos e deu exclusividade de dez dias à chinesa Huaxin Building Materials Group para negociar os documentos definitivos da operação.

O acordo considera um valor de empresa de R$ 12,7 bilhões para a cimenteira. O montante inclui a dívida que será assumida pelo comprador.

A Huaxin apresentou a proposta considerada mais vantajosa no processo competitivo iniciado em março deste ano. A expectativa da CSN é chegar à assinatura dos contratos definitivos nos próximos dias, mas a transação ainda depende dessa etapa e das aprovações regulatórias.

Redução da dívida

A alienação da CSN Cimentos faz parte da estratégia do grupo para reduzir a alavancagem e reforçar o balanço.

A CSN estabeleceu como meta levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de ativos, incluindo a operação de cimento e participações no segmento de infraestrutura.

A pressão sobre o endividamento ganhou peso ao longo do ano. Em julho, a Fitch rebaixou a classificação de crédito da companhia de B para CCC+ e manteve perspectiva negativa, citando o nível elevado de dívida e a menor capacidade de geração de caixa.

Dentro desse cenário, a CSN Cimentos se tornou um dos ativos mais relevantes disponíveis para monetização.

A divisão registrou Ebitda recorde de R$ 426,9 milhões no segundo trimestre de 2026, com margem de 30,8%, mas a administração optou por priorizar a desalavancagem do grupo.

Processo começou no início do ano

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A CSN anunciou em janeiro que pretendia vender o controle da operação de cimento. O processo competitivo foi aberto em março e avançou para propostas vinculantes em agosto. Em outubro, a companhia já havia informado que as negociações estavam em fase final.

Além da Huaxin, estavam entre os interessados um consórcio formado pela Votorantim Cimentos e pela italiana Cementir Holding, além da brasileira Polimix, segundo informações publicadas pelo Brasil Mineral.

As propostas mais competitivas já eram estimadas acima de R$ 10 bilhões.

CSN muda prioridade após planejar expansão

A venda ocorre poucos anos após a própria CSN anunciar planos de expansão para o negócio. Em dezembro de 2023, a companhia havia previsto até R$ 5 bilhões em investimentos orgânicos na divisão de cimento, com possibilidade de adicionar cerca de 8 milhões de toneladas anuais à capacidade de produção.

A mudança de estratégia reflete a necessidade de liberar capital e reduzir a dívida do grupo.

Ao mesmo tempo, a CSN tem direcionado maior atenção para a mineração de ferro.

Entre os principais projetos está o P15, na mina de Casa de Pedra, em Congonhas, Minas Gerais. A expectativa da companhia é que o empreendimento acrescente cerca de R$ 4 bilhões ao Ebitda anual quando atingir plena operação.

Benjamin Steinbruch, presidente do conselho da CSN, já afirmou que a mineração representa hoje o negócio de maior retorno incremental para o grupo.

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