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CVM acusa CEO e CFO da Azul por projeções irregulares ao mercado
Publicado 17/11/2025 • 21:40 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 17/11/2025 • 21:40 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
John Rodgerson, CEO da Azul
Reprodução
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresentou uma acusação formal contra o CEO da Azul, John Peter Rodgerson, e o CFO da companhia, Alexandre Malfitani, por supostamente terem divulgado projeções financeiras sem seguir as regras do mercado de capitais. Os dois executivos são alvos de um processo administrativo sancionador, ou seja, se trata de uma acusação formulada, e não apenas uma investigação.
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De acordo com o documento da CVM, a investigação foi conduzida pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) e analisou declarações dadas por Rodgerson em 29 de agosto de 2024, quando ele afirmou à imprensa que a receita da Azul deveria alcançar R$ 20 bilhões naquele ano, além de prever R$ 1 bilhão adicional em 2025 como resultado do plano estratégico da companhia. Segundo a CVM, essas projeções foram divulgadas fora dos canais oficiais e em desacordo com as normas que regem informações sensíveis e expectativas de resultados.
O episódio ocorreu em meio a uma forte pressão sobre a companhia aérea. À época, investidores e analistas avaliavam que um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, o chamado Chapter 11, era praticamente inevitável para aliviar a estrutura de dívidas da Azul. A direção da empresa negou repetidas vezes essa possibilidade, mas, em maio de 2025, acabou ingressando com o pedido de proteção contra credores na Justiça americana.
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Siga o Times | CNBCAgora, o processo avança na CVM. A acusação foi assinada em outubro e, desde então, o órgão iniciou a fase de citação dos executivos.
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Procurada pela Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a Azul informa ter ciência do processo administrativo aberto pela CVM para a análise de informações da empresa fornecidas à imprensa em 2024. “A companhia reitera o compromisso com a transparência e com o cumprimento das legislações vigentes e permanece à disposição da Comissão para os esclarecimentos necessários”, diz a empresa.
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