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Como a Disney deixou de ser só entretenimento e virou uma potência da tecnologia
Publicado 09/03/2026 • 01:00 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 09/03/2026 • 01:00 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Quando The Walt Disney Company iniciou sua virada tecnológica na última década, a mudança foi conduzida de forma estratégica e silenciosa pelo então CEO Bob Iger, que apostou cedo em inovação para reposicionar a companhia em um mercado cada vez mais digital.
O movimento ganhou força a partir de 2014, nos Estados Unidos, quando a empresa passou a integrar tecnologia ao centro de suas operações, não apenas para modernizar processos, mas para redefinir como cria, distribui e monetiza conteúdo.
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Segundo o portal americano Fortune, a decisão partiu da percepção de que o futuro do entretenimento dependeria da convergência entre criatividade e ferramentas tecnológicas.
Durante seu comando, Iger deixou claro que a tecnologia não deveria ser tratada como suporte, mas como motor estratégico.
Ele apoiou iniciativas que, à primeira vista, pareciam desafiar o modelo tradicional da companhia. Entre elas, a liberação de programas de televisão no iTunes, ampliando o acesso digital ao conteúdo, e a adoção de pulseiras com tecnologia RFID nos parques da Disney World, que transformaram a experiência do visitante em algo mais personalizado e eficiente.
Nos estúdios, a inovação também avançou, produções passaram a incorporar recursos como drones em filmagens, ampliando possibilidades criativas e reduzindo custos operacionais.
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A lógica era simples, mas ousada: usar tecnologia não apenas para distribuir histórias, mas para influenciar a própria forma como elas são concebidas.
Iger mantinha proximidade com Steve Jobs, cofundador da Apple, relação que reforçou sua visão de que empresas de mídia precisavam pensar como empresas de tecnologia.
Em entrevistas da época, ele demonstrava familiaridade com múltiplas telas e plataformas, antecipando o comportamento fragmentado do público.
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Siga o Times | CNBCA transição de liderança marca um novo capítulo. Iger anunciou que seu segundo mandato à frente da Disney será encerrado com a nomeação de Josh D’Amaro como sucessor.
A escolha, segundo o próprio Iger, reflete a capacidade do executivo de enxergar a tecnologia como aliada do crescimento.
Em entrevista ao programa ABC World News Tonight, Iger afirmou que D’Amaro compreende a tecnologia como oportunidade e não como ameaça. A declaração reforça a ideia de continuidade na estratégia digital da companhia.

D’Amaro sinalizou que a empresa continuará investindo em inteligência artificial para aprimorar processos internos e operacionais. Ao mesmo tempo, destacou que a essência criativa da Disney permanece no centro do negócio.
A trajetória tecnológica da Disney não representa uma ruptura com sua história centenária. Pelo contrário, a inovação tem sido incorporada como ferramenta para potencializar narrativas e experiências.
O executivo citou que a empresa prospera quando tecnologia e criatividade caminham juntas. A visão dialoga com uma frase conhecida de John Lasseter, um dos nomes centrais da Pixar Animation Studios, que defendia que a arte desafia a tecnologia enquanto a tecnologia inspira a arte.
Ao integrar tecnologia aos parques, estúdios e plataformas de distribuição, a Disney consolidou um ecossistema no qual dados, inovação e criatividade operam de forma integrada.
O que antes era visto apenas como entretenimento familiar passou a incorporar sistemas digitais sofisticados, experiências imersivas e estratégias multiplataforma.
A transformação não eliminou o DNA criativo da empresa, mas ampliou seu alcance. Ao investir cedo em tendências digitais e adotar ferramentas emergentes, a Disney deixou de ser apenas uma produtora de histórias para se tornar uma potência que combina conteúdo, tecnologia e experiência do consumidor em escala global.
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O desafio da Disney agora será manter esse equilíbrio sob nova liderança, preservando a capacidade de contar histórias enquanto acompanha a velocidade das mudanças tecnológicas.
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