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Disputa na família Marabraz: justiça mantém herdeiros no controle da holding de R$ 5 bilhões
Publicado 04/04/2025 • 18:26 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 04/04/2025 • 18:26 | Atualizado há 1 ano
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Nader Fares e Abdul Fares.
Reprodução Instagram.
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter os herdeiros da família Fares na administração da LP Administradora de Bens, holding que concentra o patrimônio imobiliário do grupo fundador da rede varejista Marabraz. A decisão suspende uma liminar anterior que havia determinado o retorno do controle da empresa aos patriarcas Nasser e Jamel Fares.
A nova decisão, com efeito até o julgamento definitivo do recurso, foi assinada pelo desembargador Natan Zelinschi de Arruda, da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do TJ-SP. A LP é responsável por gerir ativos avaliados em cerca de R$ 5 bilhões, incluindo imóveis usados na operação da rede varejista.
A disputa judicial foi iniciada em 2024 pelos fundadores da Marabraz, que pedem a anulação da transferência de ações feita em 2011 para seus filhos. Na época, Nasser transferiu sua participação para a filha Najla, enquanto Jamel repassou suas cotas para Karine, Sumaya e Abdul. Adiel, o terceiro irmão, cedeu sua parte a Nader e Raquel. Segundo os fundadores, as transferências foram apenas formais e tiveram como objetivo proteger o patrimônio de passivos fiscais.
A liminar de primeira instância, favorável aos patriarcas, determinava o retorno imediato da administração da empresa aos fundadores. Com a nova decisão, essa ordem foi suspensa.
“A administração da sociedade ré deve permanecer intacta, como se encontrava antes da propositura da demanda de origem”, escreveu o desembargador Zelinschi.
O magistrado também manteve a indisponibilidade dos bens e ações da holding enquanto o processo segue em tramitação.
A briga judicial envolvendo a família fundadora da Marabraz iniciou após um movimento surpreendente: Abdul Fares, filho de Jamel, tentou interditar o próprio pai, alegando problemas de saúde que comprometiam sua capacidade de gestão. Em resposta, Jamel entrou com uma queixa-crime contra o filho, acusando-o de falsidade ideológica e o chamando de “ingrato e parasita”.
Com o acirramento dos conflitos, Nasser e Jamel, os fundadores da rede, recorreram à Justiça para tentar retomar o controle da LP Administradora de Bens, alegando má gestão por parte dos filhos e uso indevido do patrimônio da holding, que concentra os imóveis da operação varejista.
A Justiça chegou a determinar o bloqueio dos bens e das cotas dos herdeiros, impedindo, inclusive, a venda dos imóveis e o uso de recursos provenientes de aluguéis.
Apesar de uma breve trégua, quando pai e filho chegaram a posar juntos para uma foto após retirarem ações judiciais mútuas, o conflito continuou no campo societário.
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