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Fogo de Chão estreia na Europa e quer ampliar presença onde já atua, diz Country Manager da operação no Brasil

Publicado 10/06/2026 • 22:27 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Country Manager da Fogo de Chão, Paulo Antunes, afirmou que a entrada no Reino Unido marca a primeira operação da empresa na Europa.
  • Rede está presente em 12 países e abriu a 93ª unidade nos Estados Unidos.
  • No Brasil, companhia tem nove restaurantes e prevê abrir a 10ª unidade no ano que vem.

A Fogo de Chão entrou no mercado europeu com a chegada ao Reino Unido e pretende ampliar sua presença nos países onde já atua. É o que afirmou Paulo Antunes, Country Manager da rede no Brasil, em entrevista aoTimes Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo o executivo, a expansão internacional da marca ocorre principalmente por meio de lojas próprias. A entrada no Reino Unido veio após uma oportunidade de aquisição de pontos considerados estratégicos, com layouts compatíveis com o modelo da Fogo de Chão.

“Houve uma oportunidade de compra com locais estratégicos que nos interessavam e layouts que acabavam encaixando com a Fogo de Chão”, afirmou. “Adquirimos e convertemos, transformamos a Fazenda em Fogo de Chão recentemente.”

A operação no Reino Unido é a primeira da rede na Europa. Para Antunes, a experiência acumulada nos Estados Unidos deve ajudar a companhia a adaptar o modelo ao consumidor europeu.

“Nós temos 30 anos de experiência nos Estados Unidos e usamos a mesma fórmula aqui no Brasil para conquistar o estômago dos americanos”, disse. “Na Europa, acredito que não vai ser diferente.”

Segundo o executivo, a proposta da rede se apoia no churrasco brasileiro, na hospitalidade gaúcha e em uma operação padronizada.

“A maneira de fazer o churrasco com carne de qualidade, sal grosso e fogo forte funciona em qualquer canto”, afirmou.

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A Fogo de Chão está presente em 12 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, México, Peru, Equador, Chile e mercados na Ásia. No Brasil, são nove unidades. Nos Estados Unidos, a rede chegou à 93ª loja.

Antunes disse que a estratégia da companhia não é apenas entrar em novos países, mas ganhar presença nos mercados onde já opera.

“O desejo da empresa é principalmente ter penetração em mercados em que ela entra”, afirmou. “Onde nós estamos, a ideia é aumentar a penetração para aumentar a conveniência.”

No Brasil, a companhia pretende abrir de uma a duas lojas por ano. A prioridade inicial é crescer nas cidades onde já atua, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Depois, a rede deve avançar para novas praças.

Segundo Antunes, Belo Horizonte está entre os mercados em que a Fogo de Chão deseja voltar a operar. Porto Alegre, onde a marca nasceu, também está nos planos.

“Porto Alegre, que foi onde tudo começou, temos muito desejo de voltar”, disse.

O executivo afirmou que a expansão global exige uma estrutura forte de formação de pessoas. Segundo ele, a rede abre de 15 a 18 lojas por ano no mundo, o que demanda a capacitação de mais de mil novos profissionais anualmente.

“Temos praticamente uma máquina de formação de novos líderes”, afirmou.

Para Antunes, levar a cultura da marca para outros países é um dos principais desafios da internacionalização. Ele disse que a empresa forma profissionais no Brasil e envia equipes para fora, além de contar com treinadores responsáveis por replicar padrões de contratação, treinamento, abertura e operação.

Do ponto de vista de gestão, o executivo afirmou que cada país tem suas próprias exigências regulatórias e burocráticas. Para lidar com essas diferenças, disse ele, a Fogo de Chão usa dados para orientar decisões e posicionar a marca.

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“Da porta para dentro, a Fogo de Chão é uma máquina de hospitalidade, de servir, mas, para dentro da gestão, é uma máquina de geração e análise de dados”, afirmou.

Antunes também disse que a rede busca atender diferentes perfis de consumidores, inclusive aqueles que não querem comer carne. Segundo ele, o buffet de saladas é uma alternativa para vegetarianos ou clientes que desejam uma refeição mais leve.

A seleção das carnes, afirmou, envolve rastreabilidade do gado, acompanhamento de fazendas, frigoríficos e padronização dos cortes até a chegada às lojas.

“Isso é um dos grandes segredos”, disse. “Aí é o gaúcho que cuida de espetar, colocar no fogo, cortar e servir para os nossos clientes.”

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Sobre mão de obra, Antunes disse que encontrar profissionais qualificados é um desafio tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A prioridade, segundo ele, é contratar pessoas com perfil de hospitalidade, mesmo que ainda não tenham experiência no setor.

“Muito mais do que achar quem já tem experiência no setor, nós estamos buscando quem tem um viés para a hospitalidade, porque o resto a gente ensina”, afirmou.

Para o executivo, o contato humano segue como parte central da marca.

“O contato humano é o DNA da marca”, disse. “A hospitalidade gaúcha e a maneira como a gente recebe o cliente têm que estar presentes da maneira certa.”

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