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Dono do Master relatou “muitas vezes” preocupação de liquidez, diz ex-presidente do BRB
Publicado 30/01/2026 • 10:01 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 30/01/2026 • 10:01 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Presidente afastado do BRB, Paulo Henrique Costa, durante evento em Brasília.
Reprodução
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa afirmou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mencionou “muitas vezes” problemas de liquidez da instituição durante as negociações que culminaram na proposta de aquisição hoje investigada por suspeitas de fraudes financeiras.
Segundo Costa, a preocupação com a situação financeira do Master era recorrente nas conversas. “Ele relatava constantemente essa preocupação e a importância de que houvesse uma decisão”, disse.
O ex-presidente ressaltou, no entanto, que o andamento da operação não dependia apenas do BRB. “A decisão não era nossa, era do Banco Central”, afirmou.
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Costa reconheceu que as dificuldades de liquidez faziam parte das fragilidades identificadas ao longo do processo, mas afirmou que a proposta foi desenhada para reduzir riscos ao banco público.
De acordo com o depoimento, a operação estava condicionada a uma auditoria aprofundada e à incorporação apenas de ativos e passivos compatíveis com o perfil de risco do BRB.
“É verdade, ele tinha algumas dificuldades de captação de recursos, o que é o oposto do BRB, que, por ser uma placa forte e conhecida, tem capacidade de captar”, afirmou Costa.
Segundo ele, a combinação entre as duas instituições só faria sentido com salvaguardas claras. “Desde que fizéssemos uma auditoria relevante no Banco Master, trouxéssemos somente ativos e passivos que nos interessassem e que o banco abandonasse o nome, para que não tivéssemos nenhuma questão reputacional”, disse.
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O ex-presidente acrescentou que a proposta também previa mudanças no controle acionário. “Depois de um tempo, o Daniel deixaria de ser controlador e, na última proposta que enviamos ao Banco Central, deixaria de ser sócio do Banco Master”, afirmou.
A aproximação com o Banco Master começou em 2024, por meio da compra de carteiras, especialmente de cartão de crédito consignado. No início de 2025, segundo Costa, o BRB recebeu uma “provocação” do próprio Master para discutir uma parceria estratégica, o que levou à assinatura de um memorando de entendimentos e ao acesso a informações internas.
O ex-presidente afirmou que o interesse estava nas complementaridades entre as duas instituições. “O Banco Master atuava em média e grande empresa, mercado de capitais, banco digital e tecnologia, áreas em que o BRB não conseguia atuar de maneira competitiva”, disse.
Ele citou ainda a atuação em câmbio e a presença mais forte no Sudeste e no Nordeste, além de um patrimônio líquido de cerca de R$ 5 bilhões, superior ao do próprio BRB.
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