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Mercado reage a especulações sobre possível aquisição da IMAX
Publicado 22/05/2026 • 15:30 | Atualizado há 58 minutos
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Publicado 22/05/2026 • 15:30 | Atualizado há 58 minutos
KEY POINTS
Divulgação Imax.
Imax.
Wall Street entrou em ebulição nesta sexta-feira após rumores de que a IMAX estaria avaliando uma possível venda da empresa.
As ações da companhia dispararam cerca de 14% depois das especulações sobre potenciais compradores. Uma fonte próxima às negociações disse à CNBC que a IMAX teve “conversas preliminares” por meio de intermediários, mas ainda não recebeu nenhuma proposta formal.
A fonte falou sob condição de anonimato devido à natureza confidencial das discussões. O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar a possível movimentação.
Mesmo sem colocar oficialmente a empresa à venda, o CEO Rich Gelfond já indicou no passado que não descarta essa possibilidade. Em dezembro, durante um evento com investidores, ele afirmou que a IMAX é “um ativo extremamente valioso, seja como empresa independente de capital aberto ou integrada a um grupo maior”.
Analistas enxergam a IMAX como um ativo raro no setor de entretenimento, capaz de atrair desde estúdios de Hollywood e exibidoras até gigantes da tecnologia. A percepção no mercado é de que a empresa ainda vale mais do que o preço atual das ações reflete.
“Poucas companhias combinam uma marca premium reconhecida globalmente, um modelo de negócios leve e um potencial de crescimento tão consistente”, escreveu Alicia Reese, vice-presidente sênior de pesquisa da Wedbush, em relatório divulgado nesta sexta. “A IMAX negocia abaixo do que acreditamos ser seu valor justo, e esse desconto fica ainda mais evidente em um cenário de aquisição estratégica.”
Por volta do meio-dia, os papéis da empresa eram negociados perto de US$ 39, avaliando a IMAX em aproximadamente US$ 2,1 bilhões.
“Quem adquirir a IMAX estará comprando um dos modelos de negócios mais sólidos e protegidos da indústria do entretenimento por um valor relativamente pequeno para qualquer grande estúdio ou plataforma de tecnologia”, acrescentou Reese.
Segundo Reese, os compradores mais prováveis seriam fundos de private equity e empresas como Netflix, Apple e Sony.
No caso dos fundos, a principal vantagem seria evitar conflitos de interesse envolvendo disputa por salas e lançamentos.
Já a Netflix teria menos atrito com o mercado tradicional de cinema, já que sua operação não depende diretamente da bilheteria. Além disso, controlar a IMAX poderia se tornar uma ferramenta importante para atrair diretores e cineastas de peso, oferecendo estreias premium nas telonas.
Apple e Sony também aparecem como candidatas naturais por unirem tecnologia, produção e distribuição de conteúdo. A diferença é que a Sony não possui uma plataforma própria de streaming, enquanto a Apple opera o Apple TV+.
Por outro lado, Eric Wold, diretor de pesquisa da Texas Capital Securities, acredita que os grandes estúdios tradicionais devem ficar fora da disputa.
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“Seria surpreendente ver um grande estúdio de Hollywood comprando a IMAX, já que isso criaria conflitos diretos na disputa por lançamentos em salas IMAX e na divisão de receitas de bilheteria”, escreveu.
Para Mike Hickey, analista da Benchmark, o universo de potenciais compradores é ainda maior.
“A IMAX funciona menos como uma rede de cinemas tradicional e mais como uma plataforma premium de tecnologia voltada ao entretenimento”, afirmou.
Entre os possíveis interessados, ele cita Amazon, Disney, Comcast/NBCUniversal, Sphere Entertainment e a rede mexicana Cinépolis.
A IMAX registrou no ano passado uma bilheteria global recorde de US$ 1,28 bilhão, mais de 40% acima de 2024 e 13% superior ao recorde anterior, alcançado em 2019.
Wold projeta que a empresa atinja receita de US$ 448 milhões em 2026, acima dos US$ 396 milhões registrados antes da pandemia. O lucro ajustado também deve crescer, passando de US$ 149 milhões em 2019 para US$ 197 milhões.
Apesar da melhora nos resultados, o valor de mercado da companhia ainda não voltou aos níveis pré-pandemia. Por isso, o analista mantém preço-alvo de US$ 53 para as ações.
Os papéis da IMAX chegaram à máxima de 52 semanas em fevereiro, cotados a US$ 43,16, mas perderam força após comparações difíceis no primeiro trimestre de 2025, especialmente por causa do desempenho gigantesco do fenômeno chinês Ne Zha 2.
A empresa também perdeu o lançamento do novo filme de Greta Gerwig, Narnia, previsto para o feriado de Ação de Graças nos EUA, depois que uma lesão no set atrasou a produção.
No lugar, a IMAX exibirá The Adventures of Cliff Booth, dirigido por David Fincher e baseado no personagem de Once Upon a Time in Hollywood, de Quentin Tarantino.
Ainda assim, o calendário da companhia segue robusto. Entre os próximos lançamentos estão The Odyssey, de Christopher Nolan, e Dune: Part Three, de Denis Villeneuve, ambos vistos como fortes candidatos a fenômenos de bilheteria em telas IMAX.
Também estão previstos títulos como Toy Story 5, Moana, Supergirl, The Hunger Games: Sunrise on the Reaping e produções da Universal.
Segundo Steve Frankel, analista da Rosenblatt, 2027 já tem ao menos dez filmes produzidos especificamente para IMAX, incluindo novos capítulos de franquias como Star Wars, Superman e Batman.
Além de Hollywood, a empresa vem ampliando sua presença internacional, especialmente com produções locais na China, no Japão e na Coreia do Sul, movimento que reduz sua dependência do mercado americano.
A expansão física também continua acelerada. A expectativa é que entre 160 e 175 novos sistemas IMAX sejam instalados em 2026, enquanto centenas de outras salas já estão contratadas para os próximos anos.
“Seguimos bastante otimistas com a trajetória da IMAX”, escreveu Frankel. “A combinação entre a demanda crescente por experiências premium, a influência cada vez maior da empresa entre grandes cineastas e um catálogo mais diversificado cria um cenário muito favorável para crescimento de bilheteria e expansão de margens.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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