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El Niño e mudanças climáticas favorecem vendas de ar-condicionado no Brasil
Publicado 13/08/2026 • 16:01 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 13/08/2026 • 16:01 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
O impacto socioeconômico das mudanças climáticas e o avanço de fenômenos como o El Niño têm impulsionado o setor de climatização no país, consolidando o ar-condicionado não mais como um item de luxo, mas como um equipamento essencial para o bem-estar.
Toribio Rolon, diretor de Economia da ABRAVA, destacou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC que a indústria mantém uma trajetória de alta nos últimos anos, embora o ritmo atual enfrente obstáculos econômicos específicos.
Segundo ele, o setor cresce cerca de 10% ao ano desde 2024, com 5,9 milhões de aparelhos produzidos naquele ano e 6,3 milhões em 2025. A expectativa para 2026 era de continuidade desse avanço, mas fatores como a restrição ao crédito, a taxa Selic elevada e as temperaturas mais baixas nos últimos meses afetaram o desempenho.
Apesar do cenário econômico desafiador e de entraves como a preocupação dos consumidores com a conta de luz, o executivo ressaltou que o mercado brasileiro ainda possui amplo potencial de expansão. Entre os fatores que sustentam essa perspectiva estão a baixa penetração do produto nas residências e os avanços tecnológicos dos equipamentos.
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Siga o Times | CNBCSegundo Rolon, apenas 33% da população das classes A e B possui aparelho de ar-condicionado, enquanto a média nacional fica entre 23% e 24%. Ao mesmo tempo, os equipamentos atuais consomem até 30% menos energia do que os modelos antigos. O executivo destacou os investimentos em compressores com tecnologia inverter, que reduzem o consumo de eletricidade, além do desenvolvimento de fluidos refrigerantes mais eficientes.
Rolon também afirmou que o setor está estruturado para atender ao aumento da demanda provocado pelas altas temperaturas, inclusive diante dos desafios logísticos regionais. Segundo ele, o El Niño tende a impulsionar as vendas de aparelhos domésticos, especialmente os modelos split.
O mercado brasileiro de climatização, de acordo com o executivo, está bem abastecido e ocupa a segunda maior posição no mundo. Um dos desafios está na logística dos equipamentos produzidos em Manaus, que enfrenta períodos de estiagem. Para contornar o problema, as empresas investiram em navios menores para transportar os produtos até os principais centros consumidores, enquanto o varejo se preparou para atender à demanda.
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