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A jogada bilionária que pode mudar o futuro da Raízen; confira

Publicado 20/06/2026 • 09:00 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A IG4 pretende comprar ao menos 50% mais um dos créditos envolvidos na recuperação da Raízen.
  • Fontes do mercado indicam que, após a conclusão da reestruturação, a IG4 poderia assumir papel central nas operações de açúcar e etanol da Raízen.
  • A possível entrada da gestora na recuperação da Raízen reforça a estratégia de atuação em grandes processos de reorganização corporativa.
Logo Raízen

Foto: Reprodução

A Raízen pode estar prestes a passar por uma das mudanças mais significativas de sua história. Em meio ao maior processo de recuperação extrajudicial já registrado no Brasil, a gestora IG4 apresentou uma proposta não vinculante para adquirir parte relevante dos créditos da companhia.

A iniciativa foi revelada nesta semana e tem como objetivo concentrar o controle das dívidas em um único grupo, facilitando a reestruturação financeira da empresa, que acumula passivos de R$ 64,7 bilhões.

Segundo informações de mercado, a IG4 pretende comprar ao menos 50% mais um dos créditos envolvidos na recuperação da Raízen. A operação permitiria à gestora liderar diretamente o processo de reorganização financeira da empresa.

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A proposta prevê uma condição considerada fundamental: caso o percentual mínimo não seja alcançado, a negociação não seguirá adiante.

A estratégia busca reduzir a pulverização entre credores e dar mais agilidade às decisões relacionadas ao futuro da companhia.

A movimentação chama atenção porque a IG4 ganhou espaço recentemente no setor industrial brasileiro ao assumir a posição anteriormente ocupada pela Novonor no bloco de controle da Braskem.

Uma dívida de R$ 64,7 bilhões da Raízen

A situação financeira da Raízen colocou a empresa no centro de uma das maiores reestruturações corporativas do país.

No início de junho, 74,5% dos credores aprovaram o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela companhia.

O projeto inclui uma injeção direta de R$ 3,5 bilhões liderada pela Shell. Além disso, existe a possibilidade de um aporte adicional de R$ 500 milhões por parte da Aguassanta Participações, empresa ligada à família do empresário Rubens Ometto.

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O plano também estabelece a conversão de parte das dívidas em participação acionária. A proposta prevê transformar 45% dos débitos sujeitos ao acordo em ações da companhia, enquanto os 55% restantes seriam renegociados por meio de novos instrumentos financeiros adaptados à capacidade futura de geração de caixa.

O que pode acontecer com os negócios da empresa?

Fontes do mercado indicam que, após a conclusão da reestruturação, a IG4 poderia assumir papel central nas operações de açúcar e etanol da Raízen.

A divisão de distribuição de combustíveis, por sua vez, continuaria alinhada aos interesses da Shell, que teria maior foco nesse segmento.

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O desenho da operação ainda depende da evolução das negociações com os credores e da adesão ao plano de recuperação.

Caso avance, a proposta poderá alterar significativamente a estrutura de controle e a estratégia operacional da companhia nos próximos anos.

Venda de ativos faz parte do processo da Raízen

Enquanto busca reorganizar sua situação financeira, a Raízen também vem promovendo a venda de ativos.

Um dos movimentos mais relevantes ocorreu com a negociação das operações de downstream na Argentina para empresas controladas pelo grupo Mercuria Energy.

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A transação foi fechada por US$ 1,42 bilhão e incluiu atividades relacionadas ao refino, distribuição e comercialização de combustíveis, além de operações associadas no país vizinho.

A venda faz parte da estratégia da empresa para levantar recursos e simplificar sua estrutura durante o processo de recuperação.

Histórico recente da IG4 na Braskem

A ofensiva sobre a Raízen acontece poucos meses após a IG4 ampliar sua presença no setor industrial brasileiro. Em dezembro de 2025, a gestora assumiu a participação anteriormente detida pela Novonor na Braskem, operação que foi concluída em abril deste ano.

A mudança ocorreu por meio da transferência de ações para uma estrutura ligada à gestora Vórtx, assessorada pela própria IG4.

Desde então, o grupo passou a acompanhar de perto os desafios financeiros da petroquímica, que também avalia alternativas para reestruturar seu endividamento.

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Agora, a possível entrada da gestora na recuperação da Raízen reforça a estratégia de atuação em grandes processos de reorganização corporativa.

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