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‘Sete Magníficas’ dão lugar às ‘FAB 10’ após estreia da SpaceX na Bolsa
Publicado 15/06/2026 • 17:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 15/06/2026 • 17:20 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Os investidores de varejo correram para comprar ações da SpaceX após a estreia da companhia na Nasdaq na última sexta-feira (12), movimento que levou analistas a defenderem uma reformulação do seleto grupo das gigantes de tecnologia que dominam os mercados financeiros.
Segundo levantamento divulgado pela Vanda Research no domingo, os investidores de varejo compraram US$ 117 milhões (R$ 590,85 milhões) em ações da SpaceX no primeiro dia de negociação. O volume representou 56% de todas as compras realizadas por investidores de varejo no mercado acionário naquele dia.
Além disso, investidores individuais ficaram com cerca de 20% da oferta pública inicial (IPO) de US$ 75 bilhões (R$ 378,75 bilhões), enquanto fundos de hedge receberam 10% e investidores institucionais com estratégia de longo prazo ficaram com 70%, segundo informações divulgadas pela Reuters nesta segunda-feira (15).
Leia também: Entenda como IPO de OpenAI e Anthropic pode ampliar euforia do mercado com IA
O valor de US$ 117 milhões (R$ 590,85 milhões) monitorado pela Vanda considera apenas compras realizadas diretamente no mercado e não inclui a participação dos investidores de varejo na alocação do IPO por meio de corretoras.
O entusiasmo em torno da SpaceX reforça uma tendência já observada nos mercados: a concentração do interesse dos investidores em um pequeno grupo de empresas responsáveis por liderar os avanços em tecnologia e inteligência artificial.
Com a entrada da SpaceX e a expectativa de abertura de capital da OpenAI e da Anthropic, a Vanda Research acredita que o tradicional grupo das “Magnificent Seven” já não representa adequadamente a nova realidade do setor.
Leia também: BlackRock lidera corrida pelo IPO da SpaceX em meio a demanda recorde global
O grupo das Sete Magníficas reúne atualmente Apple, Alphabet, Microsoft, Amazon, Nvidia, Meta e Tesla.
“Se os últimos anos foram dominados pelas ‘Magnificent 7’, a sexta-feira talvez tenha sido o sinal mais claro até agora de que os investidores estão começando a focar no que chamamos de FAB 10 (Frontier AI & Big Tech 10)”, afirmou a Vanda.
As chamadas FAB 10 seriam compostas pelas sete gigantes tradicionais mais SpaceX, OpenAI e Anthropic. As duas últimas ainda não possuem ações negociadas em Bolsa, mas são esperadas no mercado ainda este ano com avaliações de centenas de bilhões de dólares.
“Juntas, essas empresas representam o futuro da IA e da tecnologia que definirá a próxima década”, afirmou a consultoria.
Leia também: Ações da SpaceX podem subir 22% após IPO, dizem especialistas
A força da estreia da SpaceX também ficou evidente nas plataformas de investimento voltadas para pessoas físicas.
“A SpaceX negociou 533% mais do que a segunda ação mais negociada do dia, que foi a Nvidia, em nossa plataforma”, afirmou Leif Abraham, co-CEO da plataforma financeira Public, à CNBC.
Segundo ele, mesmo somando as negociações de Nvidia, Apple, Microsoft, Tesla, Meta e Google, o volume ainda ficou abaixo do registrado pela SpaceX.
A popularidade da SpaceX pode estar redirecionando recursos que anteriormente eram destinados a outros segmentos preferidos pelos investidores de varejo.
Leia também: SpaceX: entenda a importância do IPO da empresa de Elon Musk
A Vanda destacou que as ações de fabricantes de semicondutores, que registraram forte valorização entre abril e maio, deixaram de ser o principal destino dos recursos dos investidores individuais.
“As ações de semicondutores, que antes dominavam as compras do varejo, estão se tornando uma fonte de recursos para novas oportunidades”, afirmaram os analistas.
Apesar da forte demanda e da ampla repercussão do IPO, as ações da SpaceX não apresentaram volatilidade excessiva na estreia e continuaram avançando nas negociações seguintes.
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Seguir no GoogleNesta segunda-feira, os papéis subiam cerca de 11%, ultrapassando a marca de US$ 179 por ação (R$ 903,95).
O entusiasmo em torno da inteligência artificial e das grandes empresas de tecnologia tem levado parte de Wall Street a questionar se o setor vive uma bolha de valorização.
Os elevados investimentos em infraestrutura e desenvolvimento de IA ainda não produziram retornos proporcionais em muitos casos, aumentando as dúvidas sobre os preços atuais das ações.
Para Dan Alpert, sócio-fundador da Westwood Capital, o desempenho das próximas estreias será decisivo para a percepção dos investidores.
“Existe escassez de boas oportunidades para alocação de capital. Se esse conjunto de IPOs altamente promovidos não decolar, haverá uma reavaliação dos valores atribuídos ao setor de tecnologia”, afirmou à CNBC.
Mesmo com o interesse expressivo dos investidores de varejo, a maior parte das ações da SpaceX continua nas mãos de grandes investidores institucionais.
A companhia reduziu a parcela destinada ao varejo de 30% para cerca de 20% antes da oferta pública, sinalizando forte demanda de fundos de hedge, gestoras de recursos, investidores de venture capital e grandes investidores.
Leia também: De 10% de chance de sucesso a uma capitalização de mercado de US$ 2 trilhões: o IPO histórico da SpaceX
Entre eles está Ron Baron, CEO da gestora Baron Capital, que aumentou sua posição na SpaceX de US$ 24 bilhões (R$ 121,2 bilhões) para US$ 25 bilhões (R$ 126,25 bilhões) na sexta-feira.
“Compramos mais US$ 1 bilhão na sexta-feira. Não queria ser diluído. Queria investir US$ 1 bilhão (R$ 5,05 bilhões) para manter a mesma participação”, afirmou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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