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Empresa americana aposta no Brasil para expansão de entregas por drones autônomos
Publicado 30/12/2025 • 15:36 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 30/12/2025 • 15:36 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A Dexa, empresa norte-americana pioneira em entregas autônomas por drones e certificada pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), avalia o Brasil como um dos mercados mais promissores para a expansão global de suas operações. A estratégia foi detalhada pela CEO e fundadora Beth Flippo em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo a executiva, a certificação Part 135 da FAA representa o principal diferencial competitivo da companhia. “Até que você seja certificada, você não pode voar nem operar comercialmente. Esse é o padrão de segurança mais rigoroso do mundo e o que permite que uma empresa de drones funcione como uma companhia aérea”, afirmou.
A Dexa já atua em diferentes regiões dos EUA e se prepara para iniciar operações nos arredores de Nova York e Nova Jersey, com perspectiva de expansão futura para Manhattan. O plano envolve parcerias estratégicas com redes de supermercados e restaurantes, como a Kroger, que, segundo Flippo, permite atingir cerca de 100 milhões de consumidores em um raio de até 5 quilômetros de cada unidade.
“O foco são áreas urbanas densas, onde o trânsito e a dificuldade de estacionamento tornam a entrega tradicional ineficiente. É exatamente aí que os drones fazem a diferença”, explicou.
A empresa utiliza inteligência artificial para otimizar rotas, prever demandas e posicionar os drones estrategicamente entre entregas consecutivas. “Os drones operam como um grande jogo de xadrez. Eles decidem qual entrega fazer, onde pousar e qual será o próximo destino. Esse nível de precisão não é possível com veículos terrestres”, disse a CEO.
Outro diferencial é a integração entre drones e robôs terrestres na chamada “última milha”, permitindo que a entrega seja concluída mesmo em locais onde o pouso aéreo não é viável. “Os sistemas robóticos se comunicam entre si, garantindo uma operação fluida e automatizada”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCCom uma base relevante de investidores brasileiros desde a rodada inicial, a Dexa já considera o país como prioridade em sua estratégia de internacionalização. “Passar uma semana no trânsito brasileiro já mostra o quanto essa tecnologia é necessária. O Brasil é um mercado com enorme potencial para drones”, disse Flippo.
A executiva destacou ainda que a certificação da FAA serve como referência global e tende a acelerar a aceitação regulatória em outros países, incluindo o Brasil.
Todas as aeronaves da Dexa são elétricas e não utilizam combustíveis fósseis. “Estamos removendo carros das ruas e criando uma nova logística aérea sustentável. No futuro, veremos menos caminhões nas estradas e mais veículos elétricos no ar”, afirmou.
Além disso, o modelo de operação pode gerar empregos em mercados emergentes. Nos EUA, por exemplo, é possível pilotar drones a partir dos 16 anos. “Isso cria oportunidades para jovens e pessoas que não teriam acesso a esse tipo de carreira”, disse.
A Dexa pretende expandir o portfólio de entregas para incluir alimentos, medicamentos, produtos de farmácia e materiais de construção. “Em cinco anos, queremos ser reconhecidos como a companhia aérea do futuro”, projetou Flippo.
Para a executiva, economias emergentes como o Brasil tendem a adotar a tecnologia rapidamente. “É um novo ecossistema logístico, mais eficiente, sustentável e inclusivo. E o Brasil faz parte desse futuro.”
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