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Tech Check: Tecnologia reduz espera por atendimento em hospital público do Rio
Publicado 10/09/2026 • 22:45 | Atualizado há 7 dias
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Publicado 10/09/2026 • 22:45 | Atualizado há 7 dias
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A transformação digital pode reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso da população à saúde pública quando a tecnologia é integrada a processos de gestão bem estruturados, afirmou Tiago Velloso, diretor-geral do Hospital Municipal Evandro Freire, no Rio de Janeiro.
Velloso explicou, em entrevista nesta quinta-feira (10) ao programa Tech Check, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que a unidade vem reorganizando sua estrutura de gestão e incorporando sistemas digitais e inteligência artificial para integrar prontuários, informações financeiras e outros processos hospitalares.
“A tecnologia vem como esse habilitador para a gente conseguir impulsionar, aumentar o acesso e a qualidade”, afirmou.
Localizado no Rio de Janeiro, o hospital atende uma população que inclui moradores das regiões dos complexos do Alemão, da Maré e da Penha. Segundo o diretor, o objetivo da digitalização é combinar maior agilidade no atendimento com segurança para os pacientes.
Uma das iniciativas implantadas é o consultório digital, utilizado para atender parte dos pacientes que chegam à emergência. Segundo Velloso, entre 15% e 20% desses atendimentos já passam pela modalidade.
A mudança permite que os profissionais presentes fisicamente no hospital concentrem o atendimento em pacientes com maior necessidade de avaliação presencial. “Isso acelerou aqueles pacientes com necessidade de mais emergência a ter acesso mais rápido a um médico físico, que está chegando numa média de 20 a 30 minutos”, explicou.
O modelo está em funcionamento há cerca de seis meses como um projeto-piloto no Rio de Janeiro. Para o diretor, os primeiros resultados mostram potencial para ampliar o acesso aos médicos e tornar o fluxo da emergência mais eficiente.
“A gente está há seis meses com esse modelo, é um piloto no Rio de Janeiro, mas os resultados são muito animadores para a agilidade do atendimento médico, mais acesso e segurança para a população”, destacou.
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Siga o Times | CNBCApesar dos resultados, Velloso considera que um dos maiores obstáculos para a transformação tecnológica da saúde pública não está necessariamente na aquisição de equipamentos ou sistemas.
Para ele, a gestão representa um desafio central. Antes da implantação de inteligência artificial ou de outras ferramentas digitais, hospitais precisam organizar processos e preparar profissionais para trabalhar dentro do novo modelo. “O problema é gestão, é criar uma cultura de gestão antes da tecnologia”, afirmou.
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Segundo o diretor, conceitos como hospitais ou UTIs inteligentes perdem eficiência quando são aplicados sobre processos que continuam funcionando de maneira pouco estruturada.
“Está na moda falar em UTI inteligente, hospital inteligente, mas, se não tiver uma cultura, desenvolver pessoas, processos inteligentes, deixar de ser artesanais, ser profissionais, aí a tecnologia, sim, vai fazer o papel dela”, explicou.
Velloso avalia que a inteligência artificial deve funcionar como uma ferramenta para potencializar processos previamente organizados, e não como substituta de uma estrutura adequada de gestão.
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No Hospital Municipal Evandro Freire, a estratégia é integrar sistemas de gestão hospitalar, prontuários e outras informações para permitir que a tecnologia ajude a acelerar etapas do atendimento. “A IA vai fazer o papel dela e vai impulsionar a qualidade do atendimento e a segurança para o paciente”, afirmou.
Para o diretor, a experiência mostra que a transformação digital da saúde pública depende da combinação entre tecnologia, processos estruturados e profissionais preparados, com o objetivo final de aumentar a capacidade de atendimento e melhorar a experiência da população no SUS.
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