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Empresa cria agente de IA para apoiar decisões de conselhos de administração
Publicado 06/06/2026 • 09:30 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 06/06/2026 • 09:30 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A inteligência artificial começa a ganhar espaço em uma das instâncias mais estratégicas das empresas. A Sou, companhia especializada em inteligência artificial e cibersegurança, desenvolveu um agente treinado para atuar como apoio aos conselhos de administração, reunindo informações internas e externas para auxiliar executivos na análise de cenários e na tomada de decisões.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO da empresa, Fábio Junges, explicou que a proposta vai além do uso tradicional da IA voltado à produtividade individual. Segundo ele, a tecnologia pode funcionar como uma espécie de memória organizacional, capaz de reunir conhecimento estratégico acumulado pela empresa.
“Quando você ensina um agente de inteligência artificial quais são os propósitos da sua empresa, quais são as estratégias, como você monitora o mercado e os competidores, você passa a ter efetivamente uma memória organizacional ou um cérebro na organização”, afirmou. “Você pode questionar aspectos estratégicos e analisar alternativas de curto, médio e longo prazo.”
A ferramenta, batizada de BIA (Board Intelligence Agent), é treinada com informações específicas de cada companhia. Para isso, pode acessar bases internas, como sistemas financeiros, ERPs e plataformas de relacionamento com clientes, além de combinar esses dados com informações públicas sobre economia, mercado e concorrência.
Junges ressaltou que não existe um modelo único capaz de atender diferentes empresas sem adaptação. “Você precisa efetivamente criar um contexto para este agente. Não existe um agente único que tenha uma inteligência suprema capaz de auxiliar todas as empresas com o mesmo contexto”, disse. “O tema é criar um contexto e treinar aquele agente com dados da organização, dados seguros, protegidos e estratégicos.”
Segundo o executivo, os avanços recentes da inteligência artificial permitiram que esses sistemas deixassem de operar apenas com comandos pontuais para desenvolver memória persistente, armazenando conhecimento e aprendendo ao longo do tempo. Isso amplia sua capacidade de gerar análises e identificar padrões que poderiam passar despercebidos em avaliações humanas.
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Siga o Times | CNBC“O agente tem capacidade de armazenar e aprender com o tempo, ficando mais inteligente com as diferentes interações”, explicou. “Ele consegue gerar insights e fazer conexões de dados que nós, seres humanos, levaríamos muito mais tempo para construir.”
A aplicação da tecnologia também pode ocorrer em tempo real durante reuniões de conselho. De acordo com Junges, a BIA pode participar virtualmente de encontros realizados por plataformas de videoconferência, registrar discussões, consultar bases de dados e responder a questionamentos dos executivos durante os debates.
“Nós fazemos perguntas para ela durante a reunião. Qual é a projeção financeira para o próximo ciclo? Como está o pipeline de vendas? Essas interações podem ser feitas em tempo real”, afirmou. “Ela também ajuda a consolidar uma memória institucional, recordando decisões e temas discutidos em reuniões anteriores.”
Para o CEO da Sou, o uso de agentes de IA em instâncias estratégicas representa uma nova etapa da transformação digital nas empresas. “A inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de produtividade pessoal e passa a se transformar em um elemento que pode significar aumento de capacidade estratégica para as organizações e seus executivos”, disse.
O avanço desse tipo de solução ocorre em meio ao crescimento da adoção de inteligência artificial no ambiente corporativo, onde empresas buscam utilizar a tecnologia não apenas para automatizar tarefas, mas também para apoiar decisões de negócios cada vez mais complexas.
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