Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Buffett é favorável ao imposto sobre heranças – mas, como praticamente todos os bilionários, não deverá pagá-lo
Publicado 25/07/2026 • 11:10 | Atualizado há 49 minutos
Buffett é favorável ao imposto sobre heranças – mas, como praticamente todos os bilionários, não deverá pagá-lo
O que é a “destilação em IA” e como está mexendo com o mundo da tecnologia nos EUA
Arábia Saudita ataca alvos houthis no Iêmen após ofensiva no Mar Vermelho e abrem nova frente na guerra
EXCLUSIVO CNBC: China força Volkswagen a rever vendas e acelerar reestruturação, diz CFO Arno Antlitz
Tesla tem pior semana desde 2022 e SpaceX amplia perdas antes de novo teste da Starship
Publicado 25/07/2026 • 11:10 | Atualizado há 49 minutos
A edição especial desta newsletter, publicada há duas semanas, sobre a decisão de Warren Buffett de acelerar suas doações anuais de sua participação de US$ 140 bilhões (R$ 716,8 bilhões) em ações da Berkshire Hathaway para quatro fundações familiares gerou um número incomumente alto de mensagens de leitores.
Alguns elogiaram sua generosidade, outros questionaram se o dinheiro destinado às fundações realmente ajudaria pessoas necessitadas, especialmente idosos em situação de pobreza nos Estados Unidos, e houve quem acusasse Buffett de usar a filantropia para evitar o pagamento de impostos sobre herança e ganhos de capital.
Buffett já afirmou diversas vezes que não se incomoda em pagar impostos e tem orgulho dos bilhões de dólares que a Berkshire Hathaway enviou ao governo americano.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Buffett declara: ‘Eu iniciei o investimento bilionário no Google’
Ele acredita que é “subtributado em relação ao que a sociedade me proporcionou” e frequentemente reclama que sua secretária paga uma alíquota maior do que a dele, quando considerados os impostos sobre a folha de pagamento e o fato de que os ganhos de capital são tributados a uma taxa inferior à da renda comum.
Essa posição levou o então presidente Barack Obama a propor a chamada “Regra Buffett”, que estabeleceria uma alíquota mínima de 30% para americanos com renda superior a US$ 1 milhão por ano (R$ 5,12 milhões). A proposta foi rejeitada pelo Senado em 2012.
Mesmo dizendo ter orgulho de pagar impostos, Buffett brincou em 1998: “Não envio pagamentos voluntários ao IRS. Quero que vocês entendam isso.”
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Buffett diz que mercado favorece a especulação e dificulta a busca por bons investimentos
Em uma entrevista concedida em 2017 ao programa “Squawk Box”, da CNBC, enquanto o Congresso analisava um projeto patrocinado pelo Partido Republicano que eliminaria gradualmente o imposto federal sobre heranças de 40%, Buffett e Becky Quick discutiram suas opiniões sobre o tema, abordando a aparente contradição entre defender esse imposto e, ao mesmo tempo, evitá-lo em seu patrimônio pessoal.
BECKY QUICK: Você disse mais cedo que isso não é uma reforma tributária. É um corte de impostos.
WARREN BUFFETT: Um corte de impostos.
BECKY QUICK: O que você acha disso?
WARREN BUFFETT: Bem, eu… eu não acho que precise de um corte de impostos.
Mas, por exemplo, a proposta atual elimina o imposto sobre heranças. E não é um “imposto sobre a morte”. Cerca de 2,6 milhões de pessoas vão morrer este ano nos Estados Unidos. E haverá apenas 5 mil declarações de espólio que pagarão esse imposto.
Então, se você começar a ir a um funeral por mês, levará, em média, 40 anos para participar de um em que haja imposto sobre herança a ser pago. É um termo extremamente pejorativo.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Buffett elogia Kevin Warsh e diz que foi uma boa escolha para presidir o Fed
A verdade é que, se aprovarem o projeto em discussão, eu poderia deixar US$ 75 bilhões (R$ 384 bilhões) para um grupo de filhos, netos e bisnetos. Se deixasse esse dinheiro para 35 deles, cada um teria cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,24 bilhões).
Eles poderiam investir esse dinheiro a uma taxa de 5% ao ano e receber US$ 100 milhões (R$ 512 milhões) anuais.
Quero dizer, essa é uma boa forma de alocar recursos nos Estados Unidos? Porque é isso que o código tributário faz: influencia a alocação de recursos.
Se eles tiveram a sorte de nascer no ventre certo, carregar o sobrenome Buffett, poderiam passar a vida construindo túmulos para si mesmos como os faraós do Egito jamais sonharam.
Eles poderiam fazer qualquer coisa. E o capitalismo depende de uma alocação inteligente de recursos.
Algumas pessoas dizem: “Bem, você não precisa se preocupar com isso porque eles vão gastar tudo.”
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Buffett detalha como pretende zerar a participação na Berkshire Hathaway em oito anos
Mas, se (RISOS) eles gastarem tudo, isso significa que terão desperdiçado recursos importantes. E isso não é bom para o capitalismo. Também não acho que seja bom para os filhos. E certamente não acho que seja bom para a sociedade começar com um nível tão elevado de desigualdade.
Por isso, considero isso um erro terrível.
BECKY QUICK: No entanto… vamos fazer o papel de advogado do diabo.
WARREN BUFFETT: Claro.
BECKY QUICK: Você tem três filhos que administram fundações. Você acredita que eles alocam melhor esse dinheiro do que o governo federal?
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCWARREN BUFFETT: Sim, acredito. Mas não acho que devamos estruturar um sistema em que filhos e netos… suponhamos que eu tivesse morrido quando eles tinham 20 anos. Não acho que seriam as mesmas pessoas que são hoje.
Eu não incentivei esse programa de fundações até que eles chegassem aos 40 anos, depois de ver o que haviam feito com suas vidas. Eles tiveram a oportunidade de viver por muito tempo, estudar em escolas públicas e viver como qualquer outra pessoa em Omaha.
Leia também: Por que Buffett deixou a Fundação Bill Gates fora de sua nova doação bilionária?
Mas acho que… não deveríamos querer que nossa equipe olímpica daqui a 20 anos fosse formada pelos filhos mais velhos dos atletas da equipe olímpica atual.
BECKY QUICK: Então é o impacto dinástico…
WARREN BUFFETT: O impacto dinástico…
BECKY QUICK: …do dinheiro.
WARREN BUFFETT: Não acho que um sistema dinástico baseado em enormes fortunas seja saudável. E lembrem-se: os ricos hoje são muito mais ricos do que eram há 25 anos.
Estamos falando das 400 pessoas mais ricas do país, que hoje possuem US$ 2,4 trilhões (R$ 12,29 trilhões), contra US$ 90 bilhões (R$ 460,8 bilhões) há 25 anos — um patrimônio cerca de 25 vezes maior.
Isso significa que filhos e netos dessas 400 pessoas poderão herdar US$ 2,4 trilhões (R$ 12,29 trilhões).
É uma quantidade enorme de recursos em um país cujo PIB gira em torno de US$ 20 trilhões (R$ 102,4 trilhões).
Acho que isso vai totalmente contra aquilo que construiu este país e representa seus valores.
E, se essas 5 mil pessoas não conseguirem gastar os US$ 20 bilhões ou US$ 25 bilhões (R$ 102,4 bilhões ou R$ 128 bilhões) sujeitos ao imposto, ainda assim terão muito dinheiro sobrando. Acreditem.
Leia também: Warren Buffett critica vínculos de Bill Gates com Epstein, mas pondera: “as pessoas cometem erros”
E, por sinal, isso também seria ruim para a filantropia. Um certo número de pessoas preferiria deixar bilhões de dólares para seus filhos em vez de destinar esse patrimônio a causas filantrópicas.
Mas não acho que essa seja a principal razão. Apenas acredito que seria um efeito colateral.
O projeto de lei discutido por Buffett e Becky não foi aprovado. Ainda assim, ao longo dos anos, a faixa de isenção do imposto sobre heranças foi ampliada até atingir o nível atual de US$ 15 milhões por pessoa (R$ 76,8 milhões).
Berkshire conclui primeiro grande negócio sob comando de Greg Abel
Um dia depois de os acionistas da Taylor Morrison aprovarem a operação, a Berkshire Hathaway concluiu a aquisição da construtora por US$ 6,8 bilhões (R$ 34,82 bilhões).
Em comunicado, o CEO Greg Abel afirmou: “Esta construtora nacional de primeira linha liderará nossa visão de uma operação unificada de construção de casas.”
Leia também: Buffett quer doar toda a fortuna da Berkshire até 2034 – veja quanto alcança a cifra
Diferentemente da prática anterior, em que as subsidiárias normalmente operavam de forma independente, a Berkshire integrará as marcas da Taylor Morrison ao grupo Clayton Properties para atender aos segmentos de locação, compradores da primeira casa, clientes que buscam imóveis maiores e empreendimentos voltados ao estilo de vida em resorts.
Quando o negócio foi anunciado, no fim de maio, Warren Buffett disse a Becky Quick, da CNBC:
“Greg fez isso mais rápido do que eu faria, de forma mais tranquila do que eu faria, e eu nunca conversei com o CEO. Ele já começou.”
Analistas, entre eles Margaret Whelan, fundadora e CEO da Whelan Advisory, disseram que a compra da Taylor Morrison pela Berkshire sugere que o mercado imobiliário americano atingiu o fundo do ciclo e deve começar a se recuperar.
“Presumo que compradores sofisticados esperariam mais para comprar ou pagariam menos se acreditassem que o mercado ainda continuaria em queda.”
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Claude Opus 5, novo modelo de IA da Anthropic, rivaliza com o Fable 5 e é mais barato
2
TIM vai fornecer energia inteligente com IoT, rede privativa e substações para a CPFL em acordo de R$ 60 milhões
3
Quanto o Palmeiras gastou para implementar o impedimento semiautomático em Barueri?
4
Prudential coloca operação brasileira à venda; negócio pode superar US$ 3 bilhões
5
iPhone 18 Pro: quanto vai custar o novo celular da Apple?