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Empresas precisam unir infraestrutura, contexto e governança para gerar valor com IA, diz diretor da IBM
Publicado 29/04/2026 • 13:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/04/2026 • 13:10 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Os dados se tornaram o principal ativo da nova economia, e a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tecnologia de apoio para se transformar na própria arquitetura dos negócios. A avaliação é de Fabrício Lira, diretor de dados e IA da IBM, ao analisar como infraestrutura moderna e IA estão remodelando a competitividade empresarial. “O combustível de tudo o que está acontecendo hoje são os dados”, afirmou nesta quarta-feira (29), em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, a combinação entre infraestrutura robusta, inteligência artificial e estratégia de negócio será decisiva para diferenciar empresas nos próximos anos. “A inteligência artificial passa a ser a arquitetura dos negócios e não só a infraestrutura”, destacou.
Para Lira, o maior erro de muitas companhias está em adotar IA sem considerar o contexto operacional de cada negócio. Ele explica que modelos genéricos oferecem conhecimento amplo, mas o verdadeiro diferencial está nos dados proprietários das empresas.
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“O que traz diferencial são os dados da própria empresa”, pontuou. Informações como comportamento do cliente, histórico de pagamentos, hábitos de consumo e padrões internos são, segundo ele, os elementos que transformam tecnologia em resultado concreto.
O executivo ressaltou que não existe fórmula única para implementação. “Não existe um receituário único; é uma combinação de peças orientada a uma utilização específica”, frisou.
Além disso, ele alertou que o avanço regulatório exigirá mais responsabilidade das empresas. Questões como ética, privacidade, transparência e explicabilidade passam a ser centrais no uso corporativo da IA. “Governança e orquestração são os pilares dessa nova arquitetura”, explicou.
Na visão do diretor da IBM, a tecnologia deixou de ser apenas uma base operacional para se tornar parte central do negócio. Isso acontece quando infraestrutura e IA rompem barreiras internas e conectam áreas antes isoladas.
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“Quando você usa a infraestrutura para romper silos, trazer contexto e gerar confiança, a mágica acontece”, ressaltou.
Ele afirma que as empresas também entram em uma nova fase da inteligência artificial. “Saímos de um estágio onde a IA dava predições ou conversava para um modo agêntico, onde a IA decide”, disse.
Lira comparou o impacto atual da IA e da nova infraestrutura tecnológica a uma das maiores transformações da história econômica mundial. “É uma revolução tão forte quanto foi a criação da máquina a vapor, porque muda a forma de fazer as coisas”, apontou.
Segundo ele, a diferença agora está na velocidade e no impacto das decisões automatizadas. Se antes dados ruins geravam relatórios ruins, hoje podem gerar decisões equivocadas em escala. “Hoje, o dado não está mais repousado em bancos de dados; ele está em movimento constante”, lembrou.
O executivo destacou que muitas lideranças já entendem o peso estratégico da IA, mas ainda não sabem como inseri-la no cotidiano das operações. Segundo ele, mais de 70% dos líderes afirmam que a IA fará parte da geração de valor de seus produtos.
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Mesmo assim, ainda existe insegurança na execução. “O grande desafio é como imprimir velocidade sem perder o controle”, observou.
Para explicar, ele usa a analogia do freio em um carro. “O freio não é apenas um mecanismo de parada, é o que permite que você faça uma curva em alta velocidade”, comparou.
Na prática, segundo Lira, isso significa investir em monitoramento, governança e visibilidade, capazes de acelerar a inovação com segurança.
O diretor da IBM alertou que muitas empresas ainda operam com estruturas incapazes de suportar treinamento de modelos avançados e processamento crescente de dados. “A base instalada de infraestrutura muitas vezes não comporta a demanda pelo treinamento de modelos e algoritmos sofisticados”, concluiu.
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Ele destacou que a construção ou modernização de um data center pode levar meses ou anos, o que exige decisões rápidas. Para ele, a saída não está em soluções isoladas, mas em alianças estratégicas.
“Este não é um jogo de um único participante. É um jogo de ecossistema”, finalizou.
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