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Agência de energia da ONU vê potencial da energia nuclear para transporte e geração de eletricidade no mar
Publicado 26/08/2026 • 16:16 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/08/2026 • 16:16 | Atualizado há 1 hora
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AFP
A energia nuclear pode abrir uma nova frente de inovação no transporte e na geração de eletricidade no mar, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas. A agência considera que a tecnologia tem potencial para se tornar uma opção segura e viável em aplicações marítimas.
O debate ganhou impulso com o lançamento da iniciativa Atomic Technologies Licensed for Applications at Sea (ATLAS), apresentada durante um encontro ministerial realizado em Washington, nos dias 26 e 27 de agosto de 2026.
A iniciativa reúne 25 Estados-membros da AIEA, entre eles Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Argentina. Os países participantes defenderam a cooperação entre os setores nuclear e marítimo para que uma eventual expansão do uso civil da tecnologia nuclear no oceano ocorra sob os mais altos padrões de segurança, proteção física e não proliferação nuclear.
Segundo a AIEA, o ATLAS terá caráter “neutro em tecnologia”. Isso significa que a iniciativa não deverá endossar modelos específicos de reatores nem fornecedores determinados.
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Siga o Times | CNBCUm dos elementos que sustentam a perspectiva de ampliação das aplicações marítimas é o avanço dos reatores modulares pequenos, conhecidos pela sigla SMRs. A tecnologia é apresentada como uma alternativa capaz de viabilizar operações de longa duração, com menor necessidade de reabastecimento. Essa característica pode favorecer rotas comerciais mais rápidas e eficientes.
As possibilidades discutidas, porém, vão além da propulsão e do transporte marítimo. Entre as aplicações estão as usinas nucleares flutuantes, descritas pela AIEA como fontes versáteis de energia. Elas poderiam abastecer comunidades costeiras e remotas, além de fornecer eletricidade para atividades industriais.
O ATLAS deverá avançar com a criação de um comitê de direção e de grupos de projeto. Esses grupos deverão discutir questões relacionadas às aplicações marítimas da tecnologia nuclear, incluindo aspectos de licenciamento e salvaguardas.
Segundo a avaliação apresentada pela AIEA, a iniciativa busca estruturar a cooperação necessária para explorar o potencial da energia nuclear no ambiente marítimo, mantendo como referências a segurança, a proteção física e a não proliferação nuclear.
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