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Energia

Aneel adia mudança nos modelos de preços com resposta da demanda

Publicado 24/09/2026 • 20:00 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Aneel adia a inclusão da resposta da demanda nos modelos de preços de energia.
  • ONS e CCEE devem continuar os estudos e apresentar um cronograma para a mudança.
  • Agências terão 90 dias para ampliar a transparência sobre os resultados do programa.
Hidrelétrica

Foto: Unsplash

Aneel adia mudança nos modelos de preços com resposta da demanda

A Aneel decidiu adiar a inclusão da resposta da demanda nos modelos usados para operar o sistema elétrico e calcular os preços de energia. A diretoria tomou a decisão por unanimidade diante de preocupações com o impacto da mudança no processamento do Modelo de Despacho Hidrotérmico de Curtíssimo Prazo (Dessem).

Com isso, a agência quer evitar um aumento no tempo necessário para os cálculos e acionamentos mais frequentes de mecanismos de contingência.

Leia também: LAWINFRA SUMMIT 2026: Falta de transmissão impede uso de energia disponível no país, diz Carlos Mattar, superintendente da Aneel

O que faz a resposta da demanda?

A resposta da demanda permite que grandes consumidores reduzam voluntariamente o uso de eletricidade em determinados períodos. O mecanismo funciona como uma alternativa para ajudar no atendimento do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Por enquanto, a Aneel não autorizou a inclusão desse recurso nos modelos usados na operação e na formação dos preços. Vale destacar que os gastos com energia ascendem um alerta entre as empresas fornecedoras.

ONS e CCEE

Ainda de acordo com a Aneel, a agência determinou que o ONS e a CCEE, órgãos ligados ao sistema de energia, mantenham os estudos sobre a inclusão da resposta da demanda nos modelos. 

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As entidades também terão que apresentar um cronograma para colocar a mudança em prática, mas a agência não definiu uma data para essa entrega. Em outra medida, ONS e CCEE terão 90 dias para melhorar a divulgação de dados sobre o programa.

Leia também: Aneel prepara leilão de transmissão para 2027 com R$ 12,9 bilhões em projetos

Decisão encerra consulta de 2023

A discussão sobre o tema começou com uma consulta pública aberta em setembro de 2023. Na época, a proposta previa a inclusão do mecanismo nos modelos a partir de janeiro de 2024.

O processo avançou até a decisão da Aneel desta semana. Em 2024 e 2025, a Abrace apresentou manifestações sobre acionamentos recorrentes de contingência e possíveis efeitos nos preços da energia.

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