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Brasil abastece navio transoceânico com etanol pela primeira vez e avança na descarbonização marítima
Publicado 13/07/2026 • 17:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/07/2026 • 17:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Coopersucar
O Brasil deu um passo inédito na descarbonização do transporte marítimo ao realizar o primeiro abastecimento de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol no Porto de Santos (SP). A operação, conduzida pela Copersucar, CMA CGM e Bunker One, insere o país no grupo de nações capazes de fornecer combustíveis renováveis para embarcações de longo curso.
O combustível foi utilizado no CMA CGM IRON, navio com capacidade para 13 mil TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), equipado com motor tricombustível certificado para operar com bunker fóssil, metanol e etanol.
Ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, informou que a embarcação recebeu 500 toneladas de etanol, o equivalente a cerca de 640 mil litros. O navio seguirá para o Sri Lanka, utilizando o biocombustível em parte da viagem combinado aos demais combustíveis compatíveis com sua motorização.
Leia também: Brasil inaugura rota marítima com a China pelo porto de Santana, no Amapá
Segundo Manzano, a operação já faz parte da rotina comercial da companhia e não teve caráter experimental.
“Não é um teste, já é uma operação na vida real”, afirmou. De acordo com o executivo, a viagem permitirá avaliar indicadores como eficiência energética, autonomia e desempenho operacional antes da ampliação do uso comercial da tecnologia.
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Siga o Times | CNBCA preparação da operação levou aproximadamente dois anos e envolveu toda a cadeia logística do combustível. O etanol foi produzido em uma usina da Copersucar, transportado até Santos, armazenado em terminal dedicado, transferido para uma barcaça e, posteriormente, abastecido no navio.
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O biocombustível utilizado é etanol hidratado, produzido por usina certificada internacionalmente e em conformidade com as especificações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além da Copersucar, da CMA CGM e da Bunker One, participaram da operação a AGEO Terminais, o Terminal Santos Brasil e a fabricante de motores Everllence. As empresas afirmam que a iniciativa fortalece o posicionamento do Porto de Santos como um futuro polo regional de abastecimento de combustíveis marítimos de baixo carbono.
Em nota, a CMA CGM informou que pretende operar cerca de 200 navios porta-contêineres aptos a utilizar combustíveis de baixo carbono até 2031, como parte da meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2050. O CMA CGM IRON, entregue em 2025, é o primeiro de uma série de 12 embarcações com capacidade para 13 mil TEUs equipadas com motor tricombustível certificado para operar com etanol.
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