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Energia

“Não investível”: CEO da Exxon impõe condição para voltar à Venezuela

Publicado 10/01/2026 • 11:37 | Atualizado há 12 horas

KEY POINTS

  • Em meio à crise na Venezuela, a Exxon Mobil avalia a possibilidade de retomar operações no país sul-americano após quase duas décadas de afastamento
  • Enquanto isso, a Chevron sinaliza que pode elevar rapidamente a produção local.
  • As declarações foram feitas na sexta-feira (9), durante uma reunião na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poucos dias após a captura de Nicolás Maduro.

Em meio à crise na Venezuela, a Exxon Mobil avalia a possibilidade de retomar operações no país sul-americano após quase duas décadas de afastamento, enquanto a Chevron sinaliza que pode elevar rapidamente a produção local.

As declarações foram feitas na sexta-feira (9), durante uma reunião na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poucos dias após a captura de Nicolás Maduro.

O CEO da Exxon, Darren Woods, afirmou que a companhia está disposta a analisar um eventual retorno, mas ressaltou que, no momento, a Venezuela ainda não oferece condições adequadas para novos investimentos.

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“O país é atualmente não investível”, disse Woods, ao destacar a necessidade de mudanças legais profundas e de garantias duradouras para investidores estrangeiros.

Segundo o executivo, um primeiro passo seria o envio de uma equipe técnica para avaliar o estado da indústria petrolífera e dos ativos no país, desde que haja garantias de segurança. “É absolutamente crítico, no curto prazo, colocar uma equipe técnica no local para entender o que será necessário para ajudar o povo venezuelano a recolocar a produção no mercado”, afirmou.

A Chevron, por sua vez, adotou um tom mais imediato. Atualmente a única grande petroleira americana em operação na Venezuela, a empresa afirmou estar pronta para ampliar rapidamente sua produção. O vice-presidente do conselho, Mark Nelson, disse que a companhia pode dobrar, de forma imediata, as cargas de petróleo produzidas em suas joint ventures com a estatal PDVSA.

Exxon, Chevron e ConocoPhillips foram, por décadas, parceiras estratégicas da PDVSA (Petróleos da Venezuela S.A.) no desenvolvimento da Faixa do Orinoco, principal região produtora de petróleo do país.

Entre 2004 e 2007, durante o governo de Hugo Chávez, o setor petrolífero foi nacionalizado. A Chevron permaneceu no país por meio de acordos com a estatal, enquanto Exxon e ConocoPhillips deixaram a Venezuela e iniciaram processos de arbitragem internacional.

Atualmente, a Venezuela deve mais de US$ 13 bilhões à Exxon e à ConocoPhillips em indenizações relacionadas às expropriações. A Conoco tenta recuperar parte desses valores por meio da apreensão de ativos externos da PDVSA e participa do leilão, em Delaware, da controladora da Citgo Petroleum.

Presente à reunião, o CEO da ConocoPhillips, Ryan Lance, afirmou que um eventual retorno da empresa dependeria de uma ampla reestruturação da PDVSA e do envolvimento de bancos para viabilizar o financiamento necessário à recuperação da infraestrutura energética. “Seriam necessários bilhões de dólares”, disse, ao ressaltar que a Conoco é um dos maiores credores não soberanos da Venezuela.

Trump afirmou a Lance que acredita que a companhia conseguirá recuperar uma parcela relevante dos valores devidos. “Você vai receber muito do seu dinheiro de volta”, disse o presidente, ao defender um recomeço sem levar em conta perdas do passado.

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