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Energia

Projetos de eficiência energética somam R$ 596 milhões; setor público concentra 42% dos investimentos

Publicado 22/10/2026 • 13:30 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • Projetos de eficiência energética iniciados no terceiro trimestre de 2026 somam R$ 595,82 milhões em investimentos previstos, segundo a Aneel.
  • Setor público concentra 42% dos recursos, com R$ 248,63 milhões, seguido por iniciativas voltadas à população de baixa renda, com R$ 177,54 milhões.
  • Os 154 projetos iniciados têm potencial de economizar 260 mil MWh de eletricidade por ano; outros 70 foram concluídos no trimestre.
Subestação da Copel em Guaíra, no Paraná

Copel/Divulgação.

Subestação da Copel em Guaíra, no Paraná; distribuidora liderou o número de projetos de eficiência energética iniciados no terceiro trimestre de 2026.

O Brasil iniciou 154 projetos de eficiência energética no terceiro trimestre de 2026, com investimentos previstos de R$ 595,82 milhões. Desse total, R$ 248,63 milhões, ou cerca de 42%, serão destinados a iniciativas no setor público, segundo levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os projetos têm potencial para reduzir o consumo de eletricidade em aproximadamente 260 mil megawatts-hora (MWh) por ano, além de diminuir em 44,2 megawatts (MW) a demanda nos horários de maior utilização do sistema elétrico.

Os dados fazem parte da terceira edição do Boletim Trimestral do Programa de Eficiência Energética (PEE), divulgado pela Aneel na segunda-feira (19). As informações sobre a distribuição dos investimentos e os projetos das concessionárias também foram detalhadas pelo Canal Solar nesta quinta-feira (22).

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Setor público e baixa renda concentram investimentos

Os projetos voltados ao poder público representam a maior parcela dos investimentos previstos, com R$ 248,63 milhões e potencial de economia de 95,4 mil MWh por ano.

Na sequência aparecem as iniciativas para consumidores de baixa renda, que somam R$ 177,54 milhões e podem economizar 72,6 mil MWh anualmente. O comércio e os serviços concentram outros R$ 87,21 milhões, com economia estimada de 51,7 mil MWh.

Juntos, esses três segmentos respondem por aproximadamente 86% dos recursos previstos para os projetos iniciados no trimestre.

Entre as distribuidoras, a Copel liderou em número de iniciativas, com 31 projetos e investimentos previstos de R$ 20,71 milhões. Já a CPFL Paulista apresentou o maior volume financeiro, com R$ 65,23 milhões distribuídos em sete projetos.

Projetos concluídos receberam R$ 103,7 milhões

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Além dos projetos iniciados, o levantamento mostra que 70 iniciativas foram concluídas entre julho e setembro, com investimentos de R$ 103,69 milhões.

Essas ações proporcionaram uma economia anual estimada de 57 mil MWh e redução de aproximadamente 13 MW na demanda durante os horários de pico.

Os consumidores de baixa renda receberam a maior parcela dos recursos aplicados nos projetos concluídos, com R$ 28,09 milhões, seguidos pelo poder público, com R$ 25,41 milhões, e pelo segmento residencial, com R$ 25,40 milhões.

A CPFL Paulista também se destacou entre os projetos finalizados, com 20 iniciativas e investimentos de R$ 48 milhões.

Aneel avalia 169 projetos com R$ 294,5 milhões aprovados

O boletim apresenta ainda 169 projetos avaliados no terceiro trimestre, com R$ 294,51 milhões em valores aprovados e potencial de economia de 160,2 mil MWh por ano.

Entre as iniciativas está o projeto Luz Solidária, da Equatorial Goiás, que prevê substituir refrigeradores, aparelhos de ar-condicionado e lâmpadas por modelos mais eficientes.

O projeto contempla 14.745 consumidores em 15 municípios goianos, com R$ 29,92 milhões aprovados e potencial de economia de 12,4 mil MWh por ano.

Outro destaque é o projeto de eficiência energética da Kordsa do Brasil, desenvolvido pela Neoenergia Coelba, na Bahia. Com aproximadamente R$ 2,12 milhões aprovados, a iniciativa prevê modernizar sistemas de iluminação, climatização e motores industriais.

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