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Energia

Governo Trump mira energia de Itaipu para abastecer projeto de I.A. no Paraguai

Publicado 22/10/2026 • 12:26 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • Acordo entre empresas dos EUA e do Paraguai prevê centro de computação.
  • Projeto pretende usar energia de Itaipu para alimentar o centro.
  • Iniciativa deve começar a operar em 2027, após finalização entre os dois países.
Usina de Itaipu

Foto: Agência Brasil

Governo Trump mira energia de Itaipu para abastecer projeto de I.A. no Paraguai

Os Estados Unidos anunciaram um acordo para instalar no Paraguai um centro de computação de alto desempenho voltado a serviços de I.A. O projeto pretende usar energia hidrelétrica de Itaipu e atender empresas de computação em nuvem dos Estados Unidos e da América Latina.

A parceria reúne a empresa americana Crusoe e a desenvolvedora paraguaia Araico. Segundo o governo americano, a primeira etapa do centro deve começar a funcionar em 2027.

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Como será o projeto?

A iniciativa busca aproveitar a eletricidade gerada pela usina de Itaipu para abastecer uma estrutura de computação voltada a grandes volumes de processamento de dados. Esse tipo de instalação exige energia constante para operar equipamentos usados em serviços de nuvem e aplicações de inteligência artificial.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou o acordo durante a visita de Christopher Landau, vice-secretário de Estado americano, ao Paraguai. Nesta semana, ele se reuniu com o presidente paraguaio, Santiago Peña, para tratar sobre o assunto.

De forma geral, o projeto americano busca capitalizar um maior volume de energia usando a usina de Itaipu. O local movimenta grandes quantidades de água e deve beneficiar os dois continentes.

Governo Trump mira energia de Itaipu para abastecer projeto de I.A. no Paraguai
Foto: Agência Brasil

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Papel do Brasil no acordo

Embora a usina fique na fronteira entre Brasil e Paraguai, o comunicado americano não mencionou o Brasil. A hidrelétrica pertence aos dois países, que dividem a energia produzida conforme um tratado assinado em 1973. O acordo garante a cada lado o direito a 50% da geração.

Dessa forma, a usina explicou que a visita americana e o projeto apresentado aconteceram apenas do lado paraguaio. A empresa também indicou que iniciativas desse tipo podem acontecer sem autorização do outro país.

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Início das operações

A previsão do governo americano aponta para meados de 2027, quando a primeira fase da instalação poderá entrar em funcionamento. O projeto aproxima os interesses americanos em I.A. da infraestrutura energética paraguaia. A dimensão do empreendimento, no entanto, depende das próximas movimentações entre os dois países.

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