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EXCLUSIVO: CEO da Cheirin Bão projeta 15 mil máquinas em 5 anos e expansão nos EUA com 4 novas lojas em 2027
Publicado 26/10/2026 • 16:39 | Atualizado há 19 minutos
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Publicado 26/10/2026 • 16:39 | Atualizado há 19 minutos
KEY POINTS
Montagem
A Cheirin Bão projeta faturamento de R$ 500 milhões em 2026 e prepara uma nova etapa de expansão baseada em máquinas de autosserviço, internacionalização e diversificação do cardápio.
A rede de cafeterias planeja instalar 15 mil equipamentos automáticos de bebidas quentes no Brasil em cinco anos. A estratégia pode dobrar o resultado da companhia no período, segundo Wilton Bezerra, CEO e fundador da empresa, em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A meta representa um avanço em relação aos R$ 400 milhões registrados em 2024. Em 2025, a rede cresceu 10,5%, impulsionada pela abertura de unidades e pela ampliação da base de multifranqueados. Com dez anos de operação, a Cheirin Bão soma mais de 600 lojas e está presente em mais de 300 cidades brasileiras.
O plano combina a expansão da rede física com novos canais de distribuição. Bezerra atribui parte do crescimento ao desenvolvimento de produtos, ao posicionamento da marca e às ações de marketing.
“Tem sustentado, tem sido trabalho de inovação, muito forte de produtos, criação de novos cardápios, melhoria de fato do posicionamento da marca”.
A empresa também adaptou parte do portfólio à procura por opções associadas à saudabilidade, sem abandonar a identidade de produtos inspirados na culinária mineira.
“A gente pensou em trazer produtos saudáveis, mas que não perdessem a nossa característica e isso também puxou bastante a marca”.
Uma das principais apostas da Cheirin Bão é o modelo de franquia com máquinas automáticas de bebidas quentes, lançado oficialmente em setembro.
A iniciativa amplia a atuação da marca para além das cafeterias, com equipamentos destinados a empresas, escritórios, consultórios, indústrias e locais de grande circulação.
O portfólio inclui cafés especiais produzidos no Sul de Minas Gerais, cappuccino e chocolate quente preparados com receitas da rede. As máquinas são conectadas e monitoradas em tempo real, com abastecimento e manutenção incluídos na operação.
O modelo foi desenvolvido inicialmente para empresas com pelo menos 20 colaboradores e permite ao franqueado atuar sem a necessidade de um ponto comercial tradicional.
A meta é instalar entre 1.500 e 2 mil máquinas nos primeiros dois anos. Segundo Bezerra, cerca de 2 mil equipamentos já estão em processo de implantação. Em cinco anos, a expectativa é alcançar 15 mil unidades no País.
“Essa é uma estratégia bem audaciosa nossa, eu acho que a maior de todos da nossa história”, afirmou o CEO.
A projeção é que a nova operação dobre o resultado da companhia em cinco anos. O crescimento, porém, exigirá investimentos elevados em bens de capital, o que pode pressionar a liquidez no início da expansão.
“É negócio de capex alto, então tem investimento muito alto ao longo desses anos também. A empresa vai ter uma fase de aumento de faturamento, mas também talvez até uma diminuição de liquidez por conta do capex”.
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A expectativa é que, a partir do terceiro ano, os resultados gerados pelos próprios equipamentos permitam financiar parte dos novos investimentos e ampliar as margens.
A Cheirin Bão também prepara sua estreia no mercado internacional. A primeira unidade está prevista para 20 de novembro, na região de Boston, nos Estados Unidos. Para 2027, a empresa pretende abrir outras três ou quatro lojas no país, inicialmente como parte de uma estratégia de experimentação do mercado.
O planejamento inclui ainda regiões como Flórida, New Jersey, Miami e Orlando. Chile e Colômbia também estão no radar, com estudos em andamento para avaliar oportunidades de entrada nesses mercados.
A estratégia inicial nos Estados Unidos será direcionada à comunidade brasileira, especialmente à mineira. A rede pretende apresentar seus produtos a consumidores que já conhecem a culinária do País antes de adaptar gradualmente o cardápio ao público americano.
“A marca não está tropicalizada para o público americano. A estratégia inicial é atender realmente o público brasileiro, o público nostálgico”.
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Siga o Times | CNBCO executivo considera que a adaptação exige cautela, especialmente em um mercado com grandes redes de cafeterias estabelecidas.
“A cafeteria de fora tem que chegar com uma personalidade muito própria, respeitando muito o que eles já têm como padrão de consumo”.
Além da expansão comercial, a presença internacional deve funcionar como oportunidade de intercâmbio. A empresa pretende conhecer novos fornecedores, ingredientes e métodos de produção para incorporar experiências ao mercado brasileiro.
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No Brasil, a rede afirma já estar presente em todas as capitais, com exceção de Manaus e Rio Branco. Mesmo com a expansão internacional, Bezerra diz que as cidades do interior continuam entre as prioridades, devido ao potencial de crescimento identificado nesses mercados.
A oscilação dos preços do café também está entre os desafios da operação. Bezerra afirma que os últimos dois anos foram complexos para o setor, com uma safra ruim e forte elevação dos preços.
O café especial, segundo ele, chegou a praticamente dobrar de valor no período, enquanto a valorização do dólar também pressionou os custos.
Para reduzir o impacto sobre as lojas e os consumidores, a empresa trabalha com compras antecipadas e formação de preço médio. A estratégia envolve acompanhar as cotações futuras e adquirir café em diferentes momentos do mercado.
“Quando a gente começa a ver o mercado futuro de alta e eu consigo hoje ainda comprar café na baixa, eu compro muito café na baixa, me preparo para isso e trabalho sempre com o preço médio”.
A política busca evitar repasses frequentes ao consumidor. “O cliente final não vai lidar com o café num preço em um mês e, no outro mês, em outro preço”.
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Bezerra diz que, mesmo diante da alta registrada no mercado, a rede realizou apenas um reajuste no preço do café nos últimos 18 meses.
A empresa também avalia ampliar a presença da marca em produtos vendidos fora das cafeterias. A Cheirin Bão já realizou uma parceria com a Soldiers para desenvolver um cardápio e negocia uma colaboração com uma rede de sorvetes, ainda sem divulgação oficial.
Bezerra afirma que a companhia recebe consultas de empresas interessadas em comercializar produtos com a marca no varejo. Para ele, o licenciamento pode fortalecer o reconhecimento da rede e gerar reflexos positivos no desempenho dos franqueados.
Na disputa com grandes nomes do setor, como Starbucks e Rei do Mate, o executivo aponta o café especial e a experiência de consumo como principais diferenciais.
A Cheirin Bão trabalha com cafés de origem rastreável, produzidos e torrados dentro de sua cadeia de fornecimento. Os produtos também são desenvolvidos com receitas próprias, como o cappuccino com paçoca, o sanduíche de waffle de pão de queijo e o hot dog mineiro.
“Desde o início, a gente veio com o objetivo de democratizar o café especial, mas sem ficar apelando com o cliente, falando da pontuação. É mostrar que ele vai tomar um café coado na hora, 100% puro, e vai sentir um sabor a que não está acostumado”.
A proposta também envolve o atendimento. Em vez de priorizar apenas a retirada rápida de bebidas e alimentos, a rede busca oferecer serviço à mesa e preparo dos produtos diante do consumidor.
“Eu falo que é uma cafeteria com serviço de hospitalidade de restaurante”, disse Bezerra. “A gente quer que o cliente sente, que se sinta um pouquinho em Minas Gerais, que tenha essa experiência de ouvir um pouquinho sobre o que está consumindo e um atendimento mais personalizado.”
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