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Trump diz que decidirá em breve se fará acordo com o Irã ou “acabará com tudo”

Publicado 26/10/2026 • 14:10 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • Trump afirma estar perto de decidir se buscará um acordo com o Irã ou retomará as ações militares, enquanto as tensões aumentam antes das eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, em 3 de novembro.
  • Catar, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão estão promovendo esforços diplomáticos com Teerã, enquanto a região se prepara para a possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
  • O Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais focos de tensão, com o comércio prejudicado e novos ataques na região pressionando os mercados de energia e as cadeias globais de abastecimento.

AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está decidindo se vai “fazer um acordo” com o Irã ou “acabar com tudo”, enquanto investidores avaliam o aumento das tensões no Oriente Médio.

“Eu acabo com tudo, o que seria muito fácil de fazer, ou faço um acordo? Está chegando a hora de decidir”, disse Trump em entrevista à Fox News no domingo (25).

Mediadores do Catar, país que desempenha um papel importante nas tentativas de negociar um acordo entre Washington e Teerã, visitaram a capital iraniana no domingo, segundo a Reuters. A visita ocorre enquanto ataques de militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita continuaram durante o fim de semana.

Os últimos ataques confirmados dos Estados Unidos contra o Irã ocorreram em 1º de setembro. Trump havia afirmado anteriormente que os ataques não seriam retomados antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Teerã afirma estar preparando uma resposta militar a eventuais ataques dos Estados Unidos.

Leia também: Trump volta a ameaçar Irã e diz que tratará de Cuba depois

Um possível alvo americano seria a Montanha Pickaxe, uma instalação subterrânea profundamente enterrada e ligada ao programa nuclear iraniano, segundo Trump na entrevista de domingo.

“Conseguimos ler o crachá na camisa de alguém a partir do espaço, certo? Sabemos exatamente o que está acontecendo na Montanha Pickaxe. Sabemos que as outras três [instalações nucleares] foram obliteradas”, afirmou Trump.

O presidente também voltou a afirmar que os Estados Unidos controlam o Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para o comércio global e um dos principais focos do conflito. Como justificativa, citou que o fluxo de petróleo bruto voltou aos níveis anteriores à guerra.

Apesar disso, os preços da energia continuam elevados em meio às interrupções no abastecimento e a um aperto global na capacidade de refino.

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Washington e Teerã têm afirmado repetidamente que controlam a rota, onde o fluxo geral de comércio continua severamente reduzido, pressionando os preços ao consumidor.

Um navio porta-contêineres com bandeira de Singapura afundou no estreito no início deste mês, depois de ser atingido por um projétil de origem desconhecida e pegar fogo.

Ali Ozmaei, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou no início deste mês que Teerã está “contando os momentos” até poder afundar navios de guerra americanos.

Leia também: Trump compara “mãe de todas as bombas” a uma pequena bomba nuclear e avalia nova ofensiva contra o Irã

Potências regionais buscam negociações com o Irã

Autoridades de alto escalão da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão se reúnem com a liderança iraniana em Teerã nesta segunda-feira (26).

Os três países assinaram, em agosto, o Acordo Conjunto de Defesa de Meca, comprometendo-se a ampliar a cooperação militar e estabelecendo que um ataque armado contra um dos membros seria considerado um ataque contra todos.

Esta é a primeira reunião do grupo desde que mísseis e drones houthis atingiram alvos em diferentes pontos da Arábia Saudita, incluindo o aeroporto de Riad e um edifício administrativo da gigante petrolífera Saudi Aramco.

Na semana passada, a Arábia Saudita adiou para 2027 sua principal conferência de investimentos, a Future Investment Initiative, devido a preocupações com a segurança após uma série de ataques fatais.

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