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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Cambridge Aerospace aponta mudança na indústria de defesa após guerra no Oriente Médio

Publicado 13/08/2026 • 22:15 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Steven Barret, CEO da Cambridge Aerospace, destaca a colaboração com Estados Unidos, Reino Unido e outros aliados para testar e desenvolver sistemas de defesa de nova geração.
  • A empresa avalia ampliar a produção de drones e interceptadores de menor custo diante da necessidade de substituir equipamentos sofisticados por soluções capazes de combater ameaças em maior escala.
  • Barret afirma que a guerra no Oriente Médio funcionou como catalisador para investimentos em startups de defesa e ampliou a demanda por tecnologias de uso militar e civil.

A startup britânica de tecnologia de defesa e engenharia espacial Cambridge Aerospace recebeu US$ 300 milhões em investimentos para ampliar seus sistemas e aumentar a produção de drones e mísseis.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Steven Barret CEO da companhia afirmou que os conflitos recentes no Oriente Médio estão acelerando uma transformação na indústria de defesa, especialmente na busca por equipamentos de menor custo e produção em escala.

Segundo o executivo, a empresa já realizou testes com os Estados Unidos no Oriente Médio e mantém conversas com parceiros norte-americanos. A Cambridge Aerospace também possui contratos com o Ministério da Defesa do Reino Unido.

Para Barret, a aproximação entre startups de tecnologia de defesa e forças armadas é fundamental para desenvolver produtos que atendam às necessidades reais dos usuários.

“Nós realizamos alguns testes com os Estados Unidos e estamos em conversas contínuas. Os testes foram realizados no Oriente Médio e continuamos trabalhando com nossos parceiros nos Estados Unidos”.

O CEO também destacou a importância da participação antecipada das forças armadas no desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo ele, esse processo permite que as empresas testem, ajustem e aprimorem os sistemas em conjunto com os usuários finais.

“Essa colaboração próxima no estágio inicial é extremamente importante para nós e também para aquisição de defesa de baixo custo”.

A mudança na dinâmica dos conflitos também está alterando a relação entre o custo das armas utilizadas e o valor dos equipamentos necessários para neutralizá-las. O CEO citou como exemplo a destruição de um radar de alerta precoce de mísseis balísticos avaliado em cerca de US$ 1,2 milhão por um drone que teria custado dezenas de milhares de dólares.

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O problema se torna ainda maior quando sistemas de defesa de alto custo são utilizados contra drones relativamente baratos. Interceptadores como os Patriots podem custar milhões de dólares, enquanto alguns drones utilizados em ataques podem custar apenas uma fração desse valor.

“É absolutamente essencial que os Estados Unidos, o Reino Unido e outros aliados produzam vastas quantidades de equipamentos de defesa a custos historicamente muito mais baixos”.

A necessidade de ampliar a escala de produção também está relacionada à capacidade limitada das atuais cadeias de defesa. Para o executivo, mesmo países com grandes orçamentos militares não conseguiriam sustentar uma estratégia baseada exclusivamente em interceptadores sofisticados e caros diante do aumento no volume de drones utilizados nos conflitos.

Nesse cenário, startups passaram a ganhar espaço na indústria. Barret afirmou que Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha vêm ampliando a colaboração com empresas menores para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias.

A guerra no Oriente Médio também contribuiu para aumentar o interesse de investidores de venture capital pelo setor. Fundos de diferentes regiões já demonstravam interesse em empresas de tecnologia aeroespacial e defesa antes do conflito, mas os acontecimentos recentes funcionaram como um catalisador.

“Já havia um interesse significativo por parte de fundos de capital de risco em todo o mundo em investir em startups aeroespaciais e de defesa, mesmo antes do conflito com o Irã. Mas eu acho que isso serviu como um catalisador adicional”.

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