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CNBCAções da SpaceX fecharam abaixo do preço de estreia, a US$ 148, dois dias após a inclusão no índice Nasdaq 100

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EXCLUSIVO CNBC: Morgan Stanley projeta necessidade de financiamento como maior risco da SpaceX

Publicado 08/07/2026 • 20:57 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • SpaceX passou a integrar, nesta semana, o índice Nasdaq 100, menos de um mês após estrear na Bolsa de Valores de Nova York.
  • Estrategista aponta que competitividade financeira da empresa possibilitou ampliação para atividades de conectividade e IA.
  • O especialista destaca que os riscos vão além da equação financeira, citando possíveis "anomalias” em lançamentos que podem derrubar ações.

Menos de um mês após estrear na Bolsa de Valores de Nova York, a SpaceX passou a integrar, nesta semana, o índice Nasdaq 100. Em entrevista exclusiva à CNBC dos Estados Unidos, o estrategista global de inteligência artificial e robótica do banco Morgan Stanley, Adam Jonas, detalhou as chances de retorno e os principais riscos para quem considera investir no programa espacial de Elon Musk.

Segundo o estrategista, o modelo de negócios da SpaceX é relativamente simples de mapear, sustentado por duas frentes centrais nas quais a empresa mantém posição dominante há anos. A primeira é o próprio negócio espacial, que tem o preço mais competitivo para o lançamento de satélites. E foi justamente essa vantagem que abriu espaço para a segunda frente do negócio: as constelações de satélites de banda larga na órbita baixa.

“Isso é uma máquina de gerar caixa. É um negócio com margem de 50% que, por si só, gera bastante dinheiro. Esse negócio é modelado através de assinantes e receita média por usuário, assinantes de banda larga, corporativos e móveis”, explica.

Essa base de infraestrutura espacial possibilitou o desenvolvimento e, hoje, sustenta a inteligência artificial, que é a terceira e mais recente frente de negócio da companhia. Segundo o estrategista, essa vertical se apoia majoritariamente no modelo ‘neocloud’, estruturado como receita por potencial de energia, com contratos recentes descritos pelo estrategista como “bem grandes e muito lucrativos”.

Essa aposta da empresa, o modelo ‘neocloud’, é uma nova geração de provedores de nuvem focada exclusivamente em fornecer poder computacional bruto para Inteligência Artificial

Ao ser questionado se Elon Musk pretende construir infraestrutura de computação, tanto na Terra quanto em órbita, apenas para atender terceiros, ou se a SpaceX nutre ambições maiores no próprio mercado de IA, o estrategista foi direto. “Eu presumiria que sim, já que cita um mercado total endereçável apenas para IA corporativa de cerca de US$ 22,6 trilhões”.

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Para viabilizar esse plano, no entanto, o executivo estima que a SpaceX precisará captar algo próximo de US$ 700 bilhões em financiamento externo, incluindo dívida. Segundo ele, isso só será possível se os resultados operacionais da empresa continuarem entregando desempenho consistente.

“Para quem está acostumado com a Tesla, será uma jornada volátil. Cabe aos investidores decidir se o retorno compensa”, resumiu.

O estrategista estima que a SpaceX ainda vai precisar de uma captação de cerca de US$ 84 bilhões em capital externo por ano, ao longo de vários anos, sem previsão de fluxo de caixa positivo por uma década. Para ele, esse financiamento é o maior risco envolvendo a companhia.

Mas o executivo destacou que os riscos vão além da equação financeira. Ele lembrou o episódio recente envolvendo a plataforma de lançamento de um concorrente como exemplo de que, no setor espacial, “anomalias acontecem o tempo todo”, alertou, projetando que, em algum momento nos próximos anos, uma explosão ou falha semelhante deve provocar queda expressiva nas ações da companhia em um único dia.

“E há coisas como adversários. O espaço é um domínio de combate. Você tem adversários que poderiam ofuscar, desorbitar ou atrapalhar esses ativos valiosos no espaço”, finaliza.

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