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China aponta falhas de segurança no Claude Code e amplia polêmica envolvendo a Anthropic; saiba mais
Publicado 08/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Anthropic
China aponta falhas de segurança no Claude Code e amplia polêmica envolvendo a Anthropic
A China afirmou ter encontrado possíveis vulnerabilidades de segurança no Claude Code, ferramenta de programação desenvolvida pela Anthropic. Segundo o Banco de Dados Nacional de Vulnerabilidades da China, algumas versões do software poderiam enviar informações sensíveis dos usuários para servidores remotos sem consentimento.
De acordo com o órgão chinês, versões lançadas entre abril e junho apresentavam um mecanismo de monitoramento integrado capaz de transmitir dados como localização e identidade do usuário. A instituição classificou o recurso como uma possível “ameaça séria” e recomendou que os usuários desinstalem a ferramenta ou atualizem o programa para a versão mais recente.
Leia também: Alibaba, da China, proíbe IA da Anthropic para seus funcionários
Segundo o The Wall Street Journal, a acusação acontece em meio a uma disputa crescente envolvendo a Anthropic, empresa chinesa de tecnologia e o uso de ferramentas avançadas de inteligência artificial. O caso também reacende uma série de discussões sobre segurança, controle de acesso e proteção de dados envolvendo o Claude.
A Anthropic ainda não comentou oficialmente a declaração feita pela China. Entretanto, anteriormente, a empresa afirmou que mecanismos presentes na ferramenta faziam parte de medidas para combater o uso irregular de contas e proteger seus modelos de I.A.
A principal crítica apresentada pelo órgão chinês está relacionada ao funcionamento de um mecanismo interno do Claude Code.
Segundo a avaliação divulgada pela China, o recurso poderia permitir o envio de informações dos usuários para servidores externos sem autorização. Por isso, a instituição classificou o mecanismo como uma possível porta dos fundos, termo utilizado para descrever acessos ocultos em sistemas.
A discussão ganhou força após publicações em fóruns online apontarem a existência de códigos capazes de identificar usuários que acessavam a ferramenta a partir da China.
Em resposta às alegações, um funcionário da Anthropic afirmou que o código fazia parte de um experimento iniciado pela empresa em março. Além disso, segundo ele, o objetivo era impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger os modelos contra tentativas de extração de dados.
Dessa forma, a companhia afirmou que o mecanismo não tinha como finalidade monitorar usuários, mas reforçar medidas de segurança da plataforma.
Antes da acusação feita pelo governo chinês, a Alibaba já havia anunciado restrições ao uso das ferramentas de inteligência artificial da Anthropic por seus funcionários.
A empresa chinesa classificou o Claude Code como um software de alto risco e determinou que seus colaboradores deixassem de utilizar a ferramenta em atividades profissionais. Como alternativa, a companhia passou a incentivar o uso do Qoder, assistente de inteligência artificial desenvolvido pela própria Alibaba.
A decisão ocorreu após a Anthropic acusar empresas chinesas de tentar obter capacidades de seus modelos de I.A por meio da chamada destilação, processo em que um novo modelo aprende com os resultados gerados por outro sistema.
Segundo a empresa americana, a Alibaba teria realizado uma tentativa de extrair conhecimentos dos seus modelos de inteligência artificial.
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Siga o Times | CNBCLeia também: I.A liberada: EUA recuam e destravam o Claude em meio à disputa global; saiba motivo
A nova acusação da China contra o Claude Code acontece após uma série de controvérsias envolvendo a Anthropic e seus modelos de inteligência artificial.
A disputa ganhou força depois que a empresa americana afirmou que companhias chinesas tentaram obter capacidades de seus sistemas de I.A por meio da destilação. Segundo a Anthropic, esse processo poderia permitir que outros modelos reproduzissem recursos desenvolvidos pela companhia.
Ao mesmo tempo, a empresa restringiu o acesso ao Claude na China por motivos relacionados à segurança nacional. Os termos de serviço da Anthropic também impedem que empresas chinesas e organizações de países considerados adversários utilizem oficialmente seus modelos.
Leia também: O que são os modelos Claude Fable 5 e Mythos 5 e por que eles preocupam o governo americano?
Mesmo com as limitações, pesquisadores e engenheiros chineses continuaram acessando a tecnologia por meio de intermediários localizados em outros países.
A polêmica aumentou após usuários de fóruns como Reddit e GitHub afirmarem que o Claude Code possuía códigos ocultos capazes de identificar acessos realizados a partir da China. A Anthropic negou que o mecanismo tivesse esse objetivo e explicou que o recurso fazia parte de um experimento contra uso indevido de contas.
Além disso, a empresa passou a enfrentar debates nos Estados Unidos sobre o controle de suas tecnologias avançadas de inteligência artificial. Modelos da Anthropic foram incluídos em discussões relacionadas à segurança nacional e às restrições envolvendo tecnologias estratégicas.
Leia também: Anthropic: governo Trump remove restrições de exportação do Claude Fable 5 e do Mythos 5
O novo episódio envolvendo o Claude Code ocorre em um cenário de disputa pela liderança no desenvolvimento da inteligência artificial.
Enquanto a Anthropic busca proteger seus modelos e limitar usos considerados inadequados, empresas chinesas tentam ampliar o acesso às tecnologias mais avançadas do setor.
Dessa forma, a acusação feita pela China vai além de uma discussão sobre uma ferramenta de programação. O caso do Claude envolve questões sobre segurança digital, proteção de dados, propriedade intelectual e a competição entre Estados Unidos e China pelo avanço da inteligência artificial.
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