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EXCLUSIVO CNBC: ‘Não sei o que faria lá’, diz Buffett sobre assumir comando do Fed
Publicado 31/03/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 31/03/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Em entrevista exclusiva à CNBC, Warren Buffett afirmou que não gostaria de estar à frente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em um momento de incerteza econômica e destacou o peso de comandar a política monetária da principal economia do mundo.
Para o megainvestidor, a responsabilidade de liderar o banco central americano é ainda maior por conta do papel do dólar como moeda de reserva global.
“Não sei o que eu faria lá”, afirmou.
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Segundo Buffett, a principal preocupação de quem ocupa o comando do Fed é preservar a confiança na moeda americana.
“Se eu estivesse no Fed, o que me preocuparia sempre é […] a moeda de reserva do mundo”, disse. “Parece que nada pode acontecer com o dólar, e não vejo como algo poderia acontecer. Mas. se acontecer, eu não gostaria de ter a responsabilidade de dirigir o Fed.”
O investidor também lembrou a crise de 2007 e criticou a interferência política na resposta econômica, ao citar a rejeição inicial do Tarp, programa de resgate financeiro dos EUA, pelo Congresso dos Estados Unidos.
“Da última vez, em 2007, o Congresso essencialmente achava que sabia mais sobre o assunto do que o Secretário do Tesouro”, afirmou. “E assim eles realmente atrapalharam as coisas quando recusaram o Tarp na primeira vez.”
Buffett evitou comentar diretamente se reduziria os juros no atual cenário, mesmo diante da pressão do presidente Donald Trump por cortes nas taxas.
Ainda assim, saiu em defesa do presidente do Fed, Jerome Powell, e elogiou a atuação da autoridade monetária no início da pandemia.
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“J. Powell, quando a pandemia estourou, agiu em março de 2020. Acho que se ele tivesse esperado duas ou três semanas, teria sido um desastre”, disse. “Quando as peças do dominó começam a cair, eles simplesmente começam a cair.”
Buffett ainda classificou Powell e o ex-presidente do banco central americano Paul Volcker como referências na história recente do banco central americano.
“Ele e Volcker são meus heróis no Fed.”
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