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EXCLUSIVO CNBC: Sam Altman diz que IA precisa manter humanos no centro da economia

Publicado 01/06/2026 • 15:57 | Atualizado há 12 minutos

KEY POINTS

  • CEO da OpenAI afirmou à CNBC que a indústria falhou em explicar como as pessoas terão controle sobre o avanço da inteligência artificial.
  • Altman disse que a IA deve funcionar cada vez mais em segundo plano, executando tarefas sem depender de comandos constantes.
  • Entrevista foi realizada em um canteiro de obras do projeto Stargate, um dos data centers que vão sustentar a expansão da OpenAI.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou em entrevista exclusiva à CNBC que a inteligência artificial deve avançar mantendo os humanos no centro da economia, em uma mudança de tom diante das preocupações crescentes sobre desemprego, custo da tecnologia e velocidade da transformação.

A entrevista foi realizada em Saline, no estado norte-americano do Michigan, em um canteiro de obras ligado ao projeto Stargate, infraestrutura de data centers que será usada pela OpenAI. Segundo Altman, a expansão da IA depende de capacidade computacional de longo prazo, em um momento em que empresas passam a tratar a tecnologia como parte central de seus negócios.

Altman disse que a demanda por IA deixou de ser apenas uma fase de teste. Segundo ele, empresas e instituições de pesquisa já veem os modelos como parte essencial do futuro de suas operações.

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O executivo afirmou que a forma de uso da IA deve mudar. Em vez de interações baseadas apenas em perguntas e respostas, a tendência é que sistemas passem a trabalhar em segundo plano, acompanhando informações, executando tarefas e apoiando decisões sem que o usuário precise fazer solicitações a todo momento.

Altman citou a própria rotina na OpenAI como exemplo. Ele afirmou que não consegue acompanhar todos os documentos, mensagens e discussões internas da empresa, mas vê espaço para modelos que absorvam essas informações e ajudem executivos a entender o que acontece dentro das organizações.

O CEO também reconheceu que há ansiedade social em torno da inteligência artificial. Para ele, a indústria precisa comunicar melhor os benefícios e os riscos da tecnologia.

“Eu acho que até agora a gente falhou como indústria em articular como as pessoas têm controle sobre cada passo que está sendo tomado em relação à IA”, afirmou.

Altman disse que não quer desenvolver uma superinteligência artificial desconectada de objetivos humanos.

“Eu não tenho interesse em construir uma IA superinteligente que atinja objetivos não humanos. As pessoas estão no centro disso”, disse.

O executivo afirmou que a sociedade deve ter espaço para entender, debater e reagir ao avanço da tecnologia. Segundo ele, os benefícios potenciais, como a cura de doenças, precisam ser explicados, mas isso não elimina preocupações concretas sobre emprego, família, educação e criatividade.

Altman também rejeitou previsões mais alarmistas sobre perda massiva de vagas de trabalho. Segundo ele, empresas que adotaram IA com mais intensidade estão, em muitos casos, também contratando mais.

Ainda assim, o CEO disse não ter certeza sobre todos os efeitos da tecnologia no mercado de trabalho. Para Altman, a IA pode elevar a prosperidade global, mas questões de igualdade e justiça dependerão da forma como a sociedade lidar com essa transformação.

O custo do uso da IA também foi tratado como um ponto de atenção. Altman reconheceu que muitas empresas passaram a gastar mais do que esperavam com modelos e tokens, mas afirmou acreditar que a indústria deve encontrar maior racionalidade em um prazo de um a dois anos.

Questionado sobre a corrida global em inteligência artificial, Altman defendeu que a disputa não deve ser tratada apenas como competição entre países ou empresas. Segundo ele, a infraestrutura de IA será crítica para várias áreas, mas exigirá atenção a temas de segurança em escala global.

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“Isso não deve ser tratado como uma corrida. Deve ser tratado como algo importante para o futuro do mundo”, afirmou.

Altman disse que há, sim, uma disputa para entregar a melhor tecnologia, mas rejeitou a ideia de que exista uma corrida para ver qual empresa fará abertura de capital primeiro.

Ao falar sobre infraestrutura, o CEO afirmou que data centers como o Stargate ainda devem ser construídos em terra firme no curto prazo. Ele disse acreditar que, no futuro, parte dessa infraestrutura possa chegar ao espaço, mas avaliou que essa não é a solução mais viável neste momento.

Segundo Altman, projetos como o Stargate mostram que a IA depende de energia, construção, máquinas e trabalhadores, não apenas de software. Para ele, essa dimensão física da tecnologia também precisa entrar no debate público.

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