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EXCLUSIVO: Modernização com IA exige transição gradual, diz superintendente do Bradesco

Publicado 28/05/2026 • 18:30 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • O evento O potencial da modernização com IA foi promovido pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC em parceria com a IBM.
  • Marcelo Bergamini, superintendente sênior de tecnologia do Bradesco, defendeu uma análise caso a caso sobre o uso de cloud e mainframe.
  • Segundo ele, a modernização deve preservar o core no mainframe e migrar para outras tecnologias o que fizer sentido em custo, segurança e eficiência.

Modernizar sistemas corporativos não significa desativar tecnologias legadas, mas avaliar o papel de cada ambiente dentro da arquitetura das empresas. É o que avalia Marcelo Bergamini, superintendente sênior de tecnologia do Bradesco.

A declaração foi dada em entrevista nesta quinta-feira (28), durante o evento O potencial da modernização com IA, promovido pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC em parceria com a IBM. O encontro discute eficiência, segurança e escala em ambientes híbridos, com foco em integração de mainframes à nuvem e no impacto da inteligência artificial nos processos de modernização corporativa.

“Quando a gente fala em modernização, a primeira coisa que vem à mente é que a gente precisa desativar uma tecnologia. E não é esse o contexto”, afirmou Bergamini.

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Segundo ele, empresas precisam analisar o potencial de cada tecnologia antes de definir o que deve migrar para a nuvem e o que deve permanecer no mainframe. Para o executivo, o ponto central é modernizar a arquitetura, e não substituir estruturas de forma automática.

“A gente precisa fazer uma análise para avaliar o potencial do que cada tecnologia pode propiciar”, disse. “O que faz sentido migrar para cloud, o que faz sentido utilizar no mainframe.”

Bergamini afirmou que o mainframe não pode mais ser operado como no passado. A modernização, segundo ele, passa por integrar essa estrutura a um ecossistema mais amplo, com uso de inteligência artificial e modelos modernos de comunicação entre mainframe, nuvem e outros ambientes.

O executivo defendeu uma estratégia gradual, baseada em prioridade de negócio e criticidade dos sistemas. Para ele, empresas não precisam fazer mudanças bruscas em estruturas centrais.

“Eu não preciso dar um cavalo de pau no transatlântico”, afirmou.

Segundo Bergamini, a migração deve começar por jornadas menos críticas, sempre com governança, segurança e alinhamento ao uso de IA e métodos modernos de desenvolvimento.

Ele citou como exemplo uma transação de empréstimo. Após a confirmação da operação, a geração de logs pode ser feita fora do mainframe, em tecnologias mais especializadas e de menor custo.

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“Eu não preciso usar o mainframe para isso. Eu tenho alternativas mais especialistas nesse tipo de operação e que gastam menos”, disse.

Para Bergamini, o core bancário, como operações de débito e crédito, deve continuar no mainframe quando essa for a melhor alternativa em estabilidade, robustez e performance.

“É exatamente isso: separar jornadas que eu posso tratar com tecnologias de eventos, em que a cloud funciona bem, e aquilo que envolve o meu core, manter no mainframe”, afirmou.

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