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Febraban Tech: Cibersegurança deixa de ser tema só de bancos e avança entre PMEs, diz VP da Mastercard Leonardo Carissimi
Publicado 26/08/2026 • 16:53 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/08/2026 • 16:53 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A segurança cibernética deixou de ser uma preocupação concentrada em grandes bancos e passou a ganhar espaço entre pequenas e médias empresas, impulsionada pela digitalização dos negócios e pela pressão de clientes e parceiros. É o que afirmou Leonardo Carissimi, vice-presidente de soluções de segurança da Mastercard.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Febraban Tech, Carissimi disse que a companhia vem ampliando a atuação em segurança para além do ecossistema tradicional de pagamentos, acompanhando a expansão das ameaças digitais para diferentes setores da economia.
“Hoje ele se expande para praticamente todo mundo, inclusive pessoas físicas, PMEs, todas as empresas e organizações que fazem negócio. Todo mundo hoje trabalha nesse mundo digital”, afirmou.
Segundo o executivo, a estratégia combina a experiência acumulada pela Mastercard na proteção da rede de pagamentos com novas tecnologias, incluindo inteligência artificial.
Carissimi destacou dados do Barômetro de Segurança Digital, pesquisa da Mastercard voltada ao mercado brasileiro.
Segundo o levantamento citado pelo executivo, 66% das pequenas e médias empresas afirmaram ter atualmente uma área dedicada à segurança cibernética. Há três anos, esse percentual era de 26%.
“Evoluiu bastante, mais do que dobrou”, afirmou.
Para Carissimi, o avanço mostra uma mudança relevante no nível de maturidade das empresas brasileiras em relação ao risco digital.
A digitalização dos negócios, porém, também aumentou a exposição a ataques e tornou a proteção dos sistemas uma necessidade operacional.
O movimento não ocorre apenas por iniciativa das próprias PMEs.
Segundo Carissimi, grandes companhias passaram a avaliar com mais atenção a segurança cibernética de fornecedores e parceiros para evitar vulnerabilidades em suas cadeias.
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Siga o Times | CNBC“Se você hoje é uma PME, mas tem um grande cliente, fornece para uma grande organização, aquela organização, por conta de seus controles internos, precisa avaliar a segurança da PME”, afirmou.
O objetivo, segundo ele, é impedir que uma empresa com controles mais frágeis se transforme em ponto de entrada para ataques contra todo o ecossistema.
“Para garantir que o ecossistema inteiro de trabalho dela não esteja sendo colocado em risco por conta de, eventualmente, um elo fraco nessa corrente”, disse.
A Mastercard construiu sua atuação historicamente na conexão entre emissores, adquirentes, comércio físico e eletrônico, segundo Carissimi.
“São 60 anos trabalhando na conexão dos diferentes entes do sistema para propiciar pagamentos seguros”, afirmou.
Com o avanço da economia digital, a empresa passou a aplicar essa experiência em uma gama maior de serviços de proteção.
O executivo citou soluções de segurança cibernética, combate à fraude e prevenção à lavagem de dinheiro.
Segundo ele, parte dessas ferramentas também pode ser utilizada por empresas fora do sistema financeiro tradicional.
Leia também: Febraban Tech: IA deve transformar bancos digitais em bancos inteligentes, diz CEO da Topaz Jorge Iglesias
Carissimi afirmou que pequenas e médias empresas não precisam necessariamente começar por estruturas complexas de segurança.
Segundo ele, algumas ferramentas relativamente simples já podem reduzir vulnerabilidades relevantes.
“A gente consegue levar soluções que avaliam melhor os riscos que essas empresas têm e também podem adotar soluções muitas vezes relativamente simples, mas que mitigam os riscos a que essas empresas estão expostas”, afirmou.
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