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EXCLUSIVO CNBC: Bank of America gasta mais de US$ 250 milhões/ano em medicamentos contra obesidade dos funcionários, revela CEO Brian Moynihan
Publicado 06/08/2026 • 17:38 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 06/08/2026 • 17:38 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Os investimentos em medicamentos para emagrecer representam um retorno estratégico para o Bank of America, afirma Brian Moynihan, CEO da instituição. Em entrevista à CNBC, o executivo defendeu que o alto custo do benefício é compensado pelos ganhos em saúde, qualidade de vida e produtividade dos funcionários.
Segundo Moynihan, o banco, que mantém um plano de saúde autofinanciado, desembolsa atualmente mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,24 bilhões) por ano em assistência médica aos colaboradores. Desse total, cerca de US$ 250 milhões (R$ 1,28 bilhão) são destinados aos medicamentos para emagrecimento, uma despesa que praticamente não existia há poucos anos.
“Gastamos mais de US$ 2 bilhões por ano em saúde e cerca de US$ 250 milhões com medicamentos para emagrecimento. Esse valor saiu praticamente do zero em quatro ou cinco anos”, afirmou.
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O executivo explicou que parte dos custos é coberta pelas contribuições dos funcionários ao plano de saúde, mas que a maior parcela é absorvida pelo próprio banco.
Segundo ele, o objetivo vai além da cobertura médica e faz parte de uma estratégia mais ampla voltada ao bem-estar dos colaboradores. “Sempre focamos no bem-estar físico e mental. Temos programas que envolvem dezenas de milhares de pessoas e vemos um impacto muito positivo nos funcionários”, disse.
Para Moynihan, as evidências científicas sobre os medicamentos ampliaram a confiança da instituição na manutenção do benefício.
Segundo ele, além da redução de peso, os tratamentos vêm demonstrando efeitos positivos sobre a incidência de doenças cardiovasculares, reforçando o potencial de economia futura com despesas médicas.
“Os estudos mostram uma redução de problemas cardíacos mesmo no curto prazo. É esse retorno que enxergamos e por isso queremos que esses medicamentos se tornem mais baratos e acessíveis”, afirmou.
O CEO acrescentou que a instituição continua pressionando fabricantes e demais agentes do setor para ampliar o acesso aos tratamentos por meio da redução dos preços.
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Siga o Times | CNBCQuestionado sobre o fato de alguns governos locais dos Estados Unidos enfrentarem dificuldades para custear esse tipo de tratamento, Moynihan reconheceu que o retorno financeiro pode variar conforme o perfil de cada organização.
Ele observou que um funcionário pode deixar a empresa antes que todos os benefícios de longo prazo sejam percebidos, mas afirmou que isso não altera a estratégia adotada pelo banco. “Mesmo que alguém saia da empresa daqui a alguns anos, acreditamos que oferecer acesso ao tratamento é a decisão correta para os nossos colegas”, afirmou.
Segundo o executivo, os funcionários precisam cumprir critérios médicos, incluindo prescrição e qualificação clínica, antes de terem acesso aos medicamentos.
Moynihan destacou que o Bank of America também investe em acompanhamento profissional para os funcionários que utilizam os medicamentos, incluindo programas de saúde e orientação física.
Na avaliação do CEO, oferecer esse tipo de suporte fortalece o ambiente de trabalho e contribui para a atração e retenção de talentos. “Se nossos colegas estão felizes, é isso que importa. Fazemos esse investimento porque queremos ser um ótimo lugar para trabalhar”, afirmou.
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Para o executivo, acompanhar a evolução dos colaboradores que aderiram aos tratamentos reforçou a convicção de que o programa gera benefícios concretos para a empresa e para os funcionários.
“Tem sido fascinante observar essa transformação. Para nós, esse continua sendo um excelente investimento”, concluiu.
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