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GM fecha acordo de até US$ 4,5 bilhões para aquisição de peças, visando evitar problemas na cadeia de suprimentos

Publicado 11/08/2026 • 17:55 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A General Motors fechou um acordo único de até US$ 4,5 bilhões para peças automotivas.
  • A General Motors fechou um acordo único de até US$ 4,5 bilhões para peças automotivas.
  • Não está claro quais partes a empresa pretende atingir com o acordo.

A General Motors (GM) fechou um acordo bilionário e pouco convencional para a compra de peças, enquanto busca preservar caixa e evitar interrupções na cadeia de suprimentos, como as que afetaram a indústria automotiva global nesta década.

Em um documento divulgado nesta terça-feira, a GM informou que o acordo de compras rotativo, de até US$ 4,5 bilhões, envolve a Procura Auto Parts, empresa especializada no fornecimento de peças raras ou consideradas críticas. A companhia receberá financiamento de um sindicato de bancos liderado pelo JPMorgan Chase e pelo Banco Santander para antecipar pagamentos a fornecedores selecionados em nome da GM.

Em troca, a GM emitirá compromissos formais de pagamento, chamados de IPUs, para quitar os valores devidos à empresa depois que utilizar as peças na produção, até, no máximo, 31 de julho de 2029.

O acordo permite que a GM mantenha os custos de estoque fora de seus registros contábeis, ao mesmo tempo em que garante maior segurança no fornecimento futuro de componentes.

Segundo o documento, a GM pagará juros, além de um prêmio acordado sobre o valor das peças utilizadas e uma taxa anual convencional sobre a parcela não utilizada do acordo durante cada ano.

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Para fins contábeis, os pagamentos antecipados aparecem como um ativo, enquanto cada compra é registrada como dívida sem garantia. Os fluxos de caixa, por sua vez, são apresentados como se a GM tivesse realizado os pagamentos diretamente aos fornecedores.

Esses pagamentos ficam fora do cálculo do fluxo de caixa livre ajustado da divisão automotiva até que a GM efetivamente compre o estoque. Normalmente, a empresa contabiliza o capital investido em até 90 dias após a compra.

A GM não informou quais peças pretende adquirir por meio do acordo. Entre os componentes que já provocaram problemas para a indústria automotiva estão semicondutores, incluindo memórias de acesso aleatório dinâmico (DRAM), terras raras e chicotes elétricos.

O acordo ocorre após anos de problemas nas cadeias globais de suprimentos do setor automotivo e em meio a uma reavaliação, pela GM e outras montadoras, de suas estratégias de fornecimento. As empresas também vêm ajustando suas cadeias diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos e da pressão para reduzir a dependência de fornecedores chineses.

Segundo o documento, a GM firmou o acordo com a Procura e os bancos na sexta-feira.

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