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Alaska Airlines reformula cabines e amplia oferta de luxo

Publicado 29/09/2026 • 14:30 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • A Alaska Airlines vai reformular as cabines da Alaska e da Hawaiian Airlines, com novas suítes de alto padrão, uma classe econômica premium e outros recursos.
  • A mudança ocorre em meio a um movimento do setor para ampliar a oferta de assentos mais caros.
  • Hawaiian e Alaska concluíram a fusão em setembro de 2024, mas continuarão operando como marcas distintas.

Divulgação/Alaska Airlines

Avião da Alaska Airlines, dos EUA

A Alaska Airlines está reformulando as cabines da Alaska e da Hawaiian Airlines para adicionar centenas de assentos de alto padrão e construir novos lounges em aeroportos. A estratégia aposta na disposição dos passageiros de continuar pagando mais por serviços de luxo para ampliar os lucros da companhia ao longo da próxima década.

As mudanças foram anunciadas antes do Investor Day da Alaska, em Seattle, nesta terça-feira (29). Os executivos da companhia devem responder a perguntas sobre as novas ofertas, os efeitos do aumento dos preços do combustível de aviação sobre os lucros neste ano e a capacidade de alcançar a meta de adicionar US$ 1 bilhão em lucro entre o fim de 2024 e o fim de 2027. A empresa informou nesta terça-feira que já percorreu dois terços desse caminho.

Investidores também devem relacionar os novos produtos às perspectivas de crescimento do cartão de crédito de marca conjunta e do programa de fidelidade da companhia, que geram bilhões de dólares em receitas para as empresas aéreas.

A Alaska afirmou que trabalha para depender mais das receitas de assentos premium, voos internacionais, programa de fidelidade e transporte de cargas, segmentos com margens superiores às da cabine econômica. A companhia projetou nesta terça-feira que esses produtos mais rentáveis representarão quase 60% da receita total até 2030, ante 53% atualmente.

Mesmo com as mudanças nas cabines, a Alaska, que concluiu a fusão com a Hawaiian Airlines em setembro de 2024, continuará operando as duas companhias como marcas separadas.

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Veja algumas das mudanças:

  • Os Boeing 787 Dreamliners da Alaska terão 34 suítes com camas totalmente reclináveis em uma nova categoria chamada Aurora. A aeronave também terá 35 assentos em uma nova seção de econômica premium, chamada Premium Reserve, nos modelos 787-9 e 787-10, a partir de 2028.
  • “Pelo menos” 25 dos Boeing 737 Max 10, que ainda aguardam certificação, terão 12 suítes Aurora com camas totalmente reclináveis e assentos de econômica premium, em uma tentativa de competir com outras companhias em rotas domésticas de longa distância.
  • Os 24 Airbus A330 da Hawaiian Airlines receberão, cada um, 22 novas suítes de primeira classe com portas de correr a partir de 2028. A companhia também terá, pela primeira vez, uma seção de econômica premium, com 28 assentos.
  • A Alaska abrirá um novo lounge de 3.800 metros quadrados no Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma, com uma área exclusiva para passageiros das suítes Aurora, em um modelo semelhante ao sistema de lounges por categorias adotado por Delta Air Lines, United Airlines e American Airlines.
  • A Hawaiian está construindo um lounge de quase 1.200 metros quadrados no Terminal 1 de Honolulu, com inauguração prevista para o início de 2028.

As companhias aéreas americanas vêm reformulando suas cabines nos últimos anos para adicionar mais assentos premium, muitas vezes reduzindo o espaço destinado à classe econômica. As tarifas de primeira classe podem custar várias vezes mais que uma passagem econômica, e os passageiros continuam pagando para viajar mais próximos da parte dianteira da aeronave.

A maior parte da frota da Alaska Airlines ainda não oferece assentos com camas totalmente reclináveis ou outras opções premium comuns nos aviões de concorrentes.

A Alaska está longe de ser a primeira companhia a reformular suas cabines, mas isso pode favorecer a empresa quando os novos produtos chegarem ao mercado.

“Há uma vantagem em ser o último a se movimentar, porque você viu o que seus concorrentes têm e, se quiser, pode tentar superá-los”, afirmou Henry Harteveldt, fundador da consultoria de viagens Atmosphere Research Group.

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Reformulação dos A330 da Hawaiian Airlines

Os Airbus A330 da Hawaiian Airlines, utilizados em voos para o Havaí, Ásia e Oceania, têm “interiores envelhecidos”, afirmou Shane Jones, responsável pela frota da Alaska.

As novas configurações reduzirão o número total de assentos dessas aeronaves de 278 para 254. Segundo Jones, as novas opções darão à Alaska uma variedade de produtos premium, desde passageiros em lua de mel dispostos a gastar mais até visitantes frequentes do Havaí que procuram uma opção acima da classe econômica.

Ele disse à CNBC que a companhia passou meses analisando amostras de tecidos na sede em Seattle, sob diferentes condições de iluminação, para escolher o material adequado.

Alguns tons eram rosa demais, enquanto outros eram considerados muito apagados. Segundo Jones, a companhia queria evocar as cores e o clima de uma viagem tropical ao Havaí, com um padrão de ondas costurado ao assento. A empresa também avaliou quantas ondas seriam suficientes, já que um excesso poderia causar desconforto visual.

A CEO da Hawaiian Airlines, Diana Birkett Rakow, afirmou que mais da metade dos visitantes do Havaí viaja a partir da Costa Oeste dos Estados Unidos. Segundo ela, esse público é “valioso para nós do ponto de vista econômico, considerando sua renda, orçamento de viagem, padrões de consumo e hábitos de voo. E isso nos dá a oportunidade de elevar a experiência”.

Enquanto isso, a Alaska vem ampliando seus voos internacionais a partir de Seattle, incluindo rotas para Londres, Islândia e Itália, com novos destinos previstos para começar a operar neste outono no hemisfério Norte. Executivos de companhias aéreas afirmam que a demanda por viagens internacionais tem se mantido apesar da alta dos preços dos combustíveis.

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Estreia de cartão de débito e mudanças no programa de fidelidade

A Alaska também planeja lançar, no início do próximo ano, um cartão de débito com recompensas para seu programa de fidelidade Atmos. A iniciativa amplia a oferta de cartões de marca conjunta da companhia em parceria com o Bank of America.

Companhias como Southwest Airlines e United Airlines também começaram a oferecer seus próprios cartões de débito com recompensas em parceria com o Sunrise Bank.

A Alaska afirmou que o novo cartão de débito é voltado a consumidores mais jovens e pessoas que chegaram recentemente aos Estados Unidos. Segundo a companhia, o produto “amplia o alcance do programa para além dos produtos tradicionais de crédito”.

Além disso, a partir de quinta-feira (1º), os participantes do programa de fidelidade Atmos terão de escolher entre acumular milhas com base na distância percorrida, no preço da passagem ou no número de trechos voados.

As companhias aéreas têm, em grande parte, abandonado os programas de milhagem baseados na distância, priorizando o quanto os passageiros gastam com a companhia ou em cartões de crédito de recompensas.

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