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Grupo Prada tem queda de 15% no lucro líquido no primeiro semestre, mas receita supera expectativas
Publicado 30/07/2026 • 09:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/07/2026 • 09:10 | Atualizado há 1 hora
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Prada
O grupo Prada fechou o primeiro semestre de 2026 com uma queda de 15% no lucro líquido do primeiro semestre de 2026, mesmo com o avanço da receita, em um contexto econômico global que a empresa descreveu como desafiador. A companhia italiana encerrou o período com receita líquida de 3,048 bilhões de euros, alta de 16% em relação ao mesmo intervalo do ano passado em câmbio constante.
A fabricante de artigos de luxo segue no processo de integração da Versace, marca adquirida em 2025, enquanto enfrenta a desaceleração da indústria de luxo, afetada por incertezas geopolíticas e pela fraqueza do consumo em diversos mercados.
Leia também: Quem é dona da Prada? Conheça quem comanda a marca de luxo símbolo de Miranda Priestly
Ainda assim, os números vieram acima das projeções de analistas ouvidos pela FactSet, levando a companhia a classificar o desempenho do período como sólido.
No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o grupo, controlador das marcas Prada, Miu Miu e Versace, registrou lucro líquido de 327 milhões de euros, ante 386 milhões de euros no mesmo intervalo de 2025.
A margem líquida encolheu de 14,1% para 10,7%, enquanto a margem ajustada de EBIT recuou de 22,6% para 17,4%, refletindo principalmente a consolidação da Versace e os efeitos cambiais. Segundo a empresa, a rentabilidade em bases orgânicas permaneceu estável na comparação anual.
“Embora o cenário permaneça desafiador, seguimos confiantes na força das nossas marcas e em seu potencial de crescimento no longo prazo”, afirmou o diretor-presidente da Prada, Andrea Guerra, em comunicado.
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A receita líquida da companhia, excluindo os efeitos das oscilações cambiais, avançou 16% no semestre. No varejo, principal canal de vendas do grupo, o crescimento foi de 12%.
A marca Prada registrou evolução nas vendas ao consumidor, com alta de 3,3% no primeiro trimestre e aceleração para 6,3% no segundo, impulsionada pelo desempenho mais forte nas Américas, no Japão e na região da Ásia-Pacífico.
Já a Miu Miu, responsável por parte importante da expansão do grupo nos últimos anos, teve aumento de 2,5% na receita semestral. O desempenho ocorre sobre uma base de comparação elevada, já que a marca havia crescido 49% no mesmo período de 2025.
Em relação à Versace, incorporada ao portfólio no ano passado, a Prada afirmou que os resultados ficaram dentro do esperado. Segundo a empresa, as prioridades para a grife são elevar a qualidade da oferta de produtos e aprimorar a execução das operações no varejo.
Leia mais: Prada registra lucro no 1º trimestre com integração da Versace
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