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Indústria de brinquedos está otimista com 2026 e celebra aprovação de lei do crédito à exportação
Publicado 08/03/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/03/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Nicoco Chan/Reuters.
Brinquedo com defeito atinge 15 mil vendas diárias e vira fenômeno nas lojas
O setor brasileiro de brinquedos fechou 2025 com R$ 10,39 bilhões em faturamento, crescimento de 1,86% sobre o ano anterior e 43.946 trabalhadores empregados, o maior número desde 2020. Os dados, do Anuário da Abrinq 2026, revelam crescimento mesmo diante de juros altos, queda na taxa de natalidade e concorrência internacional crescente.
Com a aprovação do PL 6.139/2023 pela Câmara dos Deputados, no último dia 2 de março, os fabricantes enxergam uma janela para avançar num terreno onde o Brasil ainda tem participação modesta: o mercado externo.
“Ao meu ver, o governo brasileiro finalmente compreendeu algo que já é prática consolidada nas principais economias do mundo, inclusive na China: exportação exige apoio estruturado do Estado”, comentou o presidente da Abrinq, Synésio da Costa, ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“No setor de brinquedos, ainda temos uma participação modesta no comércio exterior, mas essa mudança tende a estimular o interesse das indústrias. Com crédito mais acessível, a tendência é que o segmento ganhe novo fôlego e avance de forma mais estruturada nas exportações”, completou.
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O PL 6.139/2023, aprovado pela Câmara e encaminhado à sanção presidencial, cria o Sistema Brasileiro de Apoio Oficial ao Crédito à Exportação. Na prática, define o financiamento e as garantias oficiais como atividades da política industrial e do comércio exterior, abre espaço para que seguradoras e financiadores privados operem em modalidades indiretas e reformula os fundos de garantia FGE e FGCE – com a União podendo honrar garantias caso o patrimônio dos fundos seja insuficiente.
Para o setor de brinquedos, o ponto mais relevante é a disciplina sobre o BNDES no financiamento de exportação de serviços, com exigência de transparência pública e prestação de contas anual ao Senado.
O texto também prioriza projetos de alta intensidade tecnológica ou ligados à descarbonização, e proíbe novas operações para países inadimplentes com o Brasil, exceto em casos de renegociação formal da dívida.
“Produtos destinados ao mercado externo não podem carregar o peso dos tributos internos e precisam de um ambiente financeiro favorável para viabilizar competitividade. No Brasil, isso sempre foi um obstáculo, especialmente em um cenário de juros elevados, que inviabilizava qualquer tomada de crédito. A atuação do BNDES, com a ampliação do apoio oficial à fabricação voltada à exportação, representa um passo importante nessa direção”, diz Synésio.
O contraste entre o desempenho interno e a presença externa do setor é marcante. Enquanto o mercado mundial de brinquedos movimentou US$ 110,6 bilhões em 2025 – crescimento global de 7%, o Brasil exportou apenas US$ 10,3 milhões no mesmo período.
Os destinos seguem concentrados no Mercosul: o Paraguai absorve 44,2% dos embarques e a Argentina representa 17,3%, somando 61% do total exportado. São Paulo lidera as exportações, com 64,36% dos embarques, seguido pelo Amazonas, com 12,72%.
A concentração da produção é igualmente expressiva: 85,58% das unidades industriais do setor estão em São Paulo, que também responde por 34,9% do consumo nacional. Santa Catarina lidera as importações, com 50,12% do total desembarcado no país.
Dentro do Brasil, o ritmo de inovação não para. Em 2025, o setor lançou 1.689 novos produtos. Para 2026, a projeção sobe para 1.740 lançamentos, sendo 64% de produtos próprios e 36% licenciados — sinal de que a indústria nacional vem ganhando espaço frente às marcas internacionais.
Os segmentos que mais cresceram em 2025 mostram uma mudança no perfil do consumidor: o chamado “mundo técnico” liderou com 19% das vendas, seguido por atividades físicas (16%) e criatividade (15,2%). Os blocos de construção avançaram 17%, impulsionados pela busca por brinquedos que estimulam raciocínio lógico.
Jogos de tabuleiro e cartas cresceram 16%, refletindo a valorização do entretenimento offline e das experiências compartilhadas – tendência que o mercado chama de “kidult”, o público jovem e adulto que consome brinquedos.
“Superar R$ 10 bilhões em faturamento e manter uma trajetória consistente de crescimento é resultado de um longo trabalho de investimento contínuo em inovação, qualidade e desenvolvimento de produtos que acompanham as novas formas de brincar”, afirmou Synésio.
O canal digital consolidou sua posição. Em 2017, as vendas online representavam 22% do total. Em 2025, chegaram a 38% – a maior participação da série histórica. A transformação no varejo é um dos fatores que o próprio presidente da Abrinq aponta como desafio estrutural, ao lado das mudanças demográficas provocadas pela queda na taxa de natalidade.
No emprego, o setor saiu de 35.832 trabalhadores em 2020 para 43.946 em 2025 – acréscimo de cerca de 8 mil vagas em cinco anos. O pico foi em 2024, com 44.092 empregos diretos e terceirizados.
“O setor tem mostrado capacidade de adaptação e seguirá trabalhando para ampliar mercados, fortalecer a produção nacional e gerar cada vez mais empregos”, defende Synésio.
A expectativa dos fabricantes para o ano é positiva. Segundo a Abrinq, 46% esperam vendas “boas” em 2026 e 39% apostam em vendas “ótimas”. Na rentabilidade, 50% projetam resultado “bom” e 40% esperam desempenho “regular”.
O sentimento majoritário é de crescimento e estabilidade — e agora, com um novo marco para o crédito à exportação em vias de ser sancionado, parte do setor começa a olhar para além das fronteiras do Mercosul.
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