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Sérgio All: Inflação exige revisão de custos antes de reajuste de preços

Publicado 02/10/2026 • 19:56 | Atualizado há 59 minutos

KEY POINTS

  • Alta da inflação não significa que pequenas e médias empresas precisem repassar imediatamente os custos aos preços.
  • Sérgio All recomenda acompanhar mensalmente custos, margens e concorrentes para identificar onde a rentabilidade está sendo pressionada.
  • Negociar com fornecedores e reduzir desperdícios podem preservar margens sem elevar preços e afastar clientes.

A alta da inflação exige que pequenas e médias empresas revisem custos e margensantes de decidir por reajustes de preços, segundo Sérgio All, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ele, repassar automaticamente a inflação ao consumidor pode levar à perda de clientes sem necessariamente resolver a pressão sobre a rentabilidade.

Em sua participação nesta sexta-feira (2) na programação do canal, Sérgio All destacou que os diferentes custos de uma empresa não avançam no mesmo ritmo, o que torna insuficiente acompanhar apenas índices gerais de inflação para decidir sobre preços.

“O IPCA-15, que mede a variação dos preços do consumidor, na maioria das vezes não mostra sozinho essa questão do custo da empresa”, explicou.

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Segundo Sérgio All, o empresário precisa verificar se o preço cobrado é suficiente para absorver despesas que vão além do produto em si. Logística, pessoal, manuseio e entrega estão entre os componentes que devem entrar nessa conta.

Vender mais não significa lucrar mais

Um dos principais sinais de alerta aparece quando um produto continua com vendas elevadas, mas passa a gerar uma margem menor. Isso pode ocorrer porque fornecedores, frete e outras despesas aumentam em velocidades diferentes.

“Vender muito não garante lucro. Então, um item popular pode perder margem justamente quando o custo aumenta”, ressaltou Sérgio All.

Para identificar esse movimento, ele recomenda refazer os cálculos mensalmente, acompanhar os preços praticados pelos concorrentes e avaliar a possibilidade de renegociar despesas com fornecedores, empresas responsáveis pelas entregas e outros participantes da cadeia.

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O cenário econômico também exige atenção porque, segundo Sérgio All, mudanças na inflação não significam necessariamente que todos os preços devam ser reajustados. Uma elevação precipitada pode tornar o produto menos competitivo.

“Tem que ter muito cuidado na hora de tomar uma decisão, porque ele pode perder esse cliente para o concorrente”, alertou.

Negociação e desperdício antes do reajuste

Ao avaliar alternativas para recuperar margem, Sérgio All apontou a negociação com fornecedores como uma das primeiras medidas que o empreendedor deve considerar. A redução de desperdícios também pode produzir resultados sem exigir aumento de preços.

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“Negociar com fornecedores, porque às vezes aumentar preços não faz sentido. Reduzir desperdícios também, porque, no final do dia, você tem que olhar a cadeia toda”, disse.

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A vantagem de atacar desperdícios, segundo Sérgio All, é a possibilidade de preservar o preço final ao consumidor. Já quando o reajuste se torna necessário, a recomendação é comparar previamente os valores com os praticados no mercado.

“Quando eu falo de reduzir desperdício, eu consigo manter o preço. Agora, quando eu falo de rever um preço, gosto de fazer sempre comparativos com o mercado para entender se vale a pena aumentar”, explicou.

Missão PME: três passos para acompanhar a margem

Como exercício para a semana, Sérgio All propôs que os empreendedores comecem pelos três produtos ou serviços mais vendidos pela empresa, registrando quanto é cobrado atualmente por cada um deles.

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O passo seguinte é atualizar os custos desses itens, considerando todos os componentes envolvidos. Em uma padaria, por exemplo, isso significa acompanhar desde ingredientes e embalagens até insumos como a farinha.

“O empreendedor, no caso da padaria, tem que ficar acompanhando o preço da cotação da farinha, de acordo com a inflação, e quais são os insumos que estão aumentando”, exemplificou.

Por fim, a orientação é comparar os números com os do mês anterior e escolher uma ação concreta: negociar custos, reduzir desperdícios ou rever preços.

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A meta, segundo Sérgio All, é identificar a margem de pelo menos um produto relevante e tomar a decisão com base nos números, e não apenas na percepção de que os custos aumentaram.

“Muitos tomam decisões desarrazoadas e acabam se prejudicando. Acabam perdendo cliente, acabam perdendo prestígio. A grande maioria precisa entender que hoje cautela é um dos passos mais importantes para manter o negócio em pé”, concluiu.

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