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Johnson & Johnson: entenda como o talco levou a empresa a uma dívida de US$ 40 milhões
Publicado 16/12/2025 • 07:10 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 16/12/2025 • 07:10 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Johnson & Johnson: entenda como o talco levou a empresa a uma dívida de US$ 40 milhões. Foto: AFP.
Johnson & Johnson: entenda como o talco levou a empresa a uma dívida de US$ 40 milhões. Foto: AFP.
Na última sexta-feira (12), um júri em Los Angeles, nos Estados Unidos decidiu que a Johnson & Johnson deve US$ 40 milhões (R$ 216,8 milhões) em indenizações para duas mulheres que processaram a marca.
Em denúncias, ambas alegaram que o talco da marca causou câncer de ovário. Em outubro, um outro caso associado à morte de uma mulher, dessa vez em decorrência de um mesotelioma, obrigou a J&J a pagar US$ 966 milhões (R$ 5,2 bilhões) de indenização à família.
Naquela denúncia, alegou-se que o câncer surgiu a partir do uso do talco, que estava contaminado com amianto. Nesse sentido, conforme informado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), o amianto é um componente reconhecidamente cancerígeno e está diretamente associado ao mesotelioma.
Sendo assim, as decisões jurídicas referem-se aos talcos Johnson’s Baby Powder e Shower to Shower Body Powder, ambos associados a câncer de ovário e mesotelioma. O mesotelioma é um raro tipo de câncer, que afeta o mesotélio, membrana responsável pelo revestimento de órgãos como pulmões, abdômen e coração.
No caso mais recente, o júri concedeu US$ 18 milhões a Monica Kent e US$ 22 milhões (R$ 119,2 milhões) a Deborah Schultz e seu marido. Consequentemente, em 2023, a fabricante interrompeu as vendas dos talcos em todo o mundo.
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Mesmo assim, a informação é de que a fabricante irá recorrer, tanto em relação à responsabilidade civil, quanto à indenização por danos.
Conforme noticiado anteriormente, o posicionamento do vice-presidente mundial de litígios da J&J, Erik Haas, é de que o desfecho clínico das pacientes que denunciaram a marca são “inconciliáveis com as décadas de avaliações científicas independentes que confirmam que o talco é seguro, não contém amianto e não causa câncer”.
Por outro lado, o advogado envolvido no julgamento, Daniel Robinson, afirmou que suas clientes foram fiéis aos talcos da J&J durante 50 anos. Após as polêmicas, a fabricante trocou o talco padrão por amido de milho.
Em abril de 2025, a Johnson & Johnson tentou negociar em tribunal o pagamento de US$ 9 bilhões (R$ 48,7 bilhões) para resolver todas as ações judiciais relacionadas às denúncias de câncer.
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