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Corrida global da inteligência artificial: Brasil está ficando para trás?
Publicado 03/07/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/07/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Magnific
Corrida global da inteligência artificial Brasil está ficando para trás
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência e passou a ocupar um papel estratégico na economia mundial. Empresas utilizam a tecnologia para aumentar a produtividade, enquanto governos ampliam investimentos para acelerar a inovação e fortalecer a competitividade.
Diante desse cenário, cresce o debate sobre a posição do Brasil. Muitos usuários e investidores se perguntam se o país consegue acompanhar esse avanço ou corre o risco de perder espaço na economia digital.
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Mesmo não sendo um país com empresas referência no setor, a inteligência artificial é constantemente utilizada no Brasil. Entretanto, em meio ao forte avanço da tecnologia, muitos países se movimentam para manter a evolução dentro das exigências do mercado.
Dessa forma, Bruno Pinheiro, diretor executivo da Groovia e especialista em implementação,
de inteligência artificial nas empresas, explicou mais como o Brasil está inserido nesse setor.
De acordo com ele, “existe esse risco, mas o problema principal não é o volume de investimento, e sim a velocidade de implementação. Enquanto os Estados Unidos lideram a criação dos grandes modelos e a China acelera infraestrutura e políticas públicas, o Brasil dificilmente vence essa disputa no curto prazo.”
Além disso, Bruno também destacou que o Brasil ainda pode acompanhar o ritmo de formas diferentes. Segundo ele, “a nossa chance está em ser um dos países que transformam I.A. em produtividade mais rápido.”
Mesmo com a forte diferença entre países produtores da tecnologia, o especialista afirma ainda que o Brasil deve concentrar o foco na utilização da I.A. existente.
“A tecnologia já existe, e o desafio é tirar a I.A. do piloto e colocá-la na operação. O país não precisa criar mais I.A., precisa usar melhor a que já está disponível para ter empresas mais eficientes”, finalizou Bruno Pinheiro.
O desenvolvimento de uma inteligência artificial passa por processos extensos. A criação de uma tecnologia avançada que busca automatizar diversos processos exige estudos e profissionais qualificados.
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Siga o Times | CNBCNa visão do especialista, “o maior obstáculo não é técnico, é cultural. Muitas empresas investem em tecnologia antes de entender qual problema querem resolver, e a IA acaba virando uma coleção de pilotos sem impacto no resultado.”
Ainda de acordo com ele, “implementar de verdade exige redesenhar processos, revisar
indicadores e ensinar as equipes a trabalhar de outra forma, mas nada disso funciona se o
executivo não mudar a própria cabeça primeiro.”
Mesmo diante dos desafios, o Brasil reúne oportunidades em diferentes áreas. Além de setores como o agronegócio e o sistema financeiro, a inteligência artificial também opera em sistemas de comunicação diária e setores já dominados pelo país.
Segundo Raphael Bozza, executivo de RH, o uso da I.A. nesses setores pode ser benéfico para minimizar o tempo e aumentar os resultados. “O Brasil tem vantagem justamente nos setores em que já é grande: agronegócio, serviços financeiros, logística, varejo e saúde. São áreas com escala e com dados, que é exatamente o que a IA precisa para gerar retorno.”
Ainda na visão dele, o uso da I.A. nesses setores já demonstra resultados claros. “Vejo isso todo dia. Em uma operação que conecta milhões de consumidores, restaurantes, comércio. A I.A. torna essas decisões melhores e mais rápidas.”
Leia também: I.A. não está reduzindo o trabalho: veja quem prosperará na nova era da inteligência artificial
Diante dos desafios envolvendo a evolução da inteligência artificial, o Brasil ainda deve seguir com estratégia que o mantenha na corrida pela I.A. Entretanto, a inserção no mercado depende de diversos fatores, como estrutura, investimentos e entendimento.
De acordo com o especialista, “a primeira prioridade é educação e requalificação. A velocidade da mudança exige aprendizado contínuo, dentro e fora das empresas. Nas empresas, é preciso mudar a cabeça: comprar tecnologia é a parte fácil; o que faz diferença é preparar as pessoas para trabalhar com ela.”
Ainda segundo ele, o entendimento sobre a inteligência artificial segue uma lógica. “O país também precisa fortalecer seu ecossistema de inovação, com pesquisa aplicada, apoio a startups e parceria real entre empresa, universidade e governo. Mas, no fundo, tudo isso esbarra na mesma ideia: tecnologia sem cultura é apenas ferramenta. Quem entender isso primeiro vai largar na frente.”
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