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Justiça manda UBS liberar documentos da fusão com o Credit Suisse; entenda
Publicado 16/02/2026 • 13:40 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/02/2026 • 13:40 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
REUTERS/Denis Balibouse/File Photo
A Justiça de Zurique determinou que o banco UBS libere documentos internos de avaliação a ex-acionistas do Credit Suisse que contestam na Justiça os termos da fusão fechada em 2023. A decisão adiciona um novo capítulo à pressão jurídica e política que envolve o maior banco da Suíça desde a incorporação da antiga rival.
O tribunal autorizou que milhares de acionistas tenham acesso a documentos apresentados pelo UBS no processo e utilizados na avaliação do Credit Suisse à época da fusão emergencial. O banco defendia que o acesso fosse limitado apenas aos materiais considerados pelos peritos independentes nomeados pela Justiça.
A disputa gira em torno da relação de troca definida no resgate intermediado pelo governo suíço. Pelo acordo, investidores do Credit Suisse receberam uma ação do UBS para cada 22,48 papéis da instituição incorporada, o equivalente a cerca de 0,76 franco suíço por ação naquele momento. Os autores da ação argumentam que o valor atribuído ao banco foi significativamente inferior ao seu potencial real.
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Caso o tribunal conclua que o valor de “continuidade operacional” do Credit Suisse era maior do que o considerado na operação, o UBS poderá enfrentar pedidos de compensação bilionários. Representantes dos acionistas já mencionaram que, em um cenário extremo, a exposição poderia alcançar até 50 bilhões de francos suíços.
Os documentos só poderão ser consultados presencialmente e não poderão ser copiados, mas a decisão amplia a transparência sobre os modelos internos de avaliação utilizados antes da fusão.
O episódio ocorre enquanto o UBS ainda negocia com o governo suíço exigências adicionais de capital pós-fusão e enfrenta disputas judiciais relacionadas à anulação de aproximadamente 16,5 bilhões de francos suíços em títulos AT1 do Credit Suisse.
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