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EXCLUSIVO CNBC: Santander tem lucro recorrente de 7,3 bi de euros e caminha para bater metas, diz CFO José García Cantera
Publicado 22/07/2026 • 17:52 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 22/07/2026 • 17:52 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
O Santander está no caminho para cumprir as metas de 2026 após registrar lucro recorrente de 7,3 bilhões de euros no primeiro semestre, alta de 15% na comparação anual.
Em entrevista exclusiva à CNBC, o diretor financeiro do banco, José García Cantera, disse que o desempenho foi sustentado pela entrada de 12 milhões de clientes nos últimos 12 meses, pelo avanço da digitalização e pela melhora da eficiência operacional.
“Embora este seja o primeiro trimestre em que incorporamos o TSB Bank, a maior parte da melhoria vem dos 12 milhões de novos clientes que adicionamos ao longo dos últimos 12 meses e da alavancagem operacional da nossa digitalização”, afirmou.
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A margem financeira do Santander cresceu 7% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior. As receitas com tarifas avançaram 9%, apoiadas também pelo aumento do valor médio cobrado por cliente.
O índice de eficiência ficou em 42%, enquanto os custos recuaram em termos absolutos e o custo de risco permaneceu estável, segundo Cantera.
O CFO afirmou que esses indicadores reforçam a expectativa de cumprimento das projeções estabelecidas para 2026.
A incorporação do TSB Bank também ampliou a presença do Santander no mercado britânico, embora seu efeito sobre os números do trimestre ainda tenha sido relativamente pequeno, de acordo com o executivo.
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Perguntado sobre a possibilidade do novo governo britânico aumentar a carga tributária sobre o setor financeiro, Cantera afirmou que impostos direcionados a segmentos específicos tendem a provocar distorções na economia.
“Impostos que visam determinado setor ou um grupo específico de empresas geralmente distorcem a economia. No caso dos bancos, isso é particularmente importante por causa do papel que desempenham no crescimento econômico”, disse.
O executivo afirmou que empresas e indivíduos devem pagar o volume correto de tributos, mas defendeu que as regras sejam homogêneas entre os participantes do mercado.
“O regime tributário deve ser justo e uniforme para todos”, afirmou.
Cantera destacou ainda que o Santander atua no Reino Unido há mais de 20 anos e permanece comprometido com o país, onde se considera um dos maiores investidores do setor financeiro.
“Acreditamos que o Reino Unido é um ótimo país para fazer negócios e operar”, concluiu.
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