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Juvo usa IA e dados alternativos para ampliar crédito além do score tradicional, diz general manager Murilo Menezes
Publicado 03/09/2026 • 16:20 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/09/2026 • 16:20 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Juvo aposta em inteligência artificial e dados alternativos ao histórico financeiro tradicional para avaliar consumidores que encontram dificuldade de conseguir empréstimos pelos modelos convencionais de crédito.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Murilo Menezes, general manager da Juvo no Brasil, afirmou que a fintech busca identificar consumidores que podem ter capacidade de pagamento, mas acabam penalizados pela falta de informações suficientes nos sistemas tradicionais.
“É importante fazer uma distinção entre falta de crédito e mau crédito”, afirmou.
Segundo Menezes, a empresa utiliza tecnologia e formas alternativas de avaliação de risco para construir uma visão mais ampla do consumidor antes de conceder o empréstimo.
“Quando a gente não tem informação sobre as pessoas, fica difícil realmente conseguir um crédito melhor para elas”, disse.
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A lógica da Juvo parte da avaliação de que consumidores com pouco histórico financeiro não necessariamente representam um risco elevado de inadimplência.
Por isso, segundo Menezes, a fintech tenta usar inteligência artificial e outras informações para complementar a análise feita pelos modelos convencionais.
“Usando tecnologia, usando inteligência artificial, usando maneiras alternativas de avaliar risco, o que a gente faz é poder dar oportunidade para essas pessoas terem acesso a um crédito melhor”, afirmou.
O executivo estima que aproximadamente 80 milhões de brasileiros poderiam ter condições melhores de acesso ao crédito.
O número representa, segundo ele, consumidores que podem estar sendo avaliados de maneira insuficiente pelo sistema tradicional, e não necessariamente pessoas que receberiam automaticamente um empréstimo.
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Siga o Times | CNBCAtualmente, o valor médio dos empréstimos concedidos pela plataforma é de aproximadamente R$ 2,5 mil, com operações que podem chegar a R$ 4,5 mil.
Segundo Menezes, o ticket atual é cerca de 3,3 vezes maior do que no início da operação.
“Isso se deve ao fato de que a gente deu muito crédito até o momento no Brasil e, com isso, conseguiu aprender muitas coisas sobre o consumidor brasileiro”, afirmou.
Esse histórico, segundo o executivo, permite aperfeiçoar os modelos utilizados para medir o risco dos clientes.
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A Juvo foi criada em 2014 e iniciou sua atuação no Brasil em 2018.
Segundo Menezes, a fintech já concedeu aproximadamente R$ 2 bilhões em crédito no mercado brasileiro.
A empresa chegou a atuar em mais de 20 países, mas decidiu concentrar sua operação no Brasil.
“A gente decidiu estabelecer 100% agora no Brasil porque acredita que aqui existe uma oportunidade muito grande de ajudar as pessoas”, disse.
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