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Meses antes de sumir com quase R$ 1 bilhão, Naskar já havia abandonado sede oficial em São Paulo
Publicado 09/05/2026 • 18:35 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 09/05/2026 • 18:35 | Atualizado há 3 meses
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A Naskar Gestão de Ativos Ltda. já dava sinais silenciosos de desmonte antes de sumir com quase R$ 1 bilhão de clientes. Reportagem do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC esteve no endereço oficial da empresa, na Vila Olímpia, em São Paulo, e constatou que a fintech não ocupa mais o espaço.
Segundo funcionários do edifício, a Naskar deixou o endereço entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, meses antes dos pagamentos pararem e os três sócios desaparecerem. A mudança não teria sido comunicada aos clientes. O CNPJ da matriz, no entanto, continua registrado com o endereço da Vila Olímpia na Receita Federal.
Leia também: Fintech Naskar, que oferecia remuneração maior que do Banco Master, desaparece com R$ 1 bi dos clientes
O abandono da sede se encaixa numa sequência de movimentos que sugerem um desmonte planejado da estrutura da empresa muito antes do colapso público de maio de 2026.
Em dezembro de 2024, José Maurício Volpato, o Maurício Jahu, passou a figurar como diretor da 7Trust Finance IP S/A, empresa identificada pelo Banco Central como instituição de pagamento em processo de autorização. Rogério Vieira, outro sócio da Naskar, aparece como presidente da mesma companhia.
Em 1º de abril de 2025, as três filiais da Naskar foram encerradas simultaneamente: as unidades de Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro tiveram seus CNPJs baixados na Receita Federal. Nenhum cliente foi comunicado.
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Siga o Times | CNBCEm maio de 2026, os pagamentos mensais previstos para o dia 4 não foram realizados. O aplicativo saiu do ar. Os três sócios pararam de atender.
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Apesar de não ocupar mais o endereço, a Naskar mantém o cadastro ativo na Receita Federal com o mesmo endereço da Vila Olímpia. Para clientes que tentaram localizar fisicamente a empresa após a polêmica, o dado cadastral oficial não corresponde à realidade.
Há informações de que a Naskar teria se transferido para Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo, região onde duas outras empresas ligadas a Jahu e Arantes estão registradas: a Next Gestão de Ativos Ltda. e a Nextgen Gestão Financeira Ltda. A fintech também não teria comunicado os clientes da mudança.
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso sob suspeita de estelionato ou pirâmide financeira. O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não tinham a Naskar em seus cadastros como instituição autorizada a captar recursos do público.
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