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Ações da Hermès caem 7% após grife divulgar balanço com enfraquecimento da demanda na China
Publicado 22/10/2026 • 10:13 | Atualizado há 38 minutos
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KEY POINTS
Bolsas Hermès Birkin. Foto tirada em 2015
Mehdi FEDOUACH / AFP
A Hermès, grife francesa de luxo conhecida pelas bolsas Birkin, registrou uma queda de quase 7% nas ações nesta quinta-feira (22), após divulgar resultados do terceiro trimestre que apontaram uma redução da demanda dos consumidores chineses. Com o desempenho, a companhia ficou na última posição do índice Stoxx 600.
No balanço, a marca registrou receita de 12,3 bilhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, crescimento de 5,5% em taxas de câmbio constantes em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas Américas, onde as vendas avançaram 13,1%, e pela Europa, excluindo a França, com alta de 9%.
No terceiro trimestre, a receita da grife francesa de luxo somou 4,1 bilhões de euros, avanço de 4,3% a taxas de câmbio constantes na comparação anual. A empresa informou que todas as regiões registraram crescimento no período, com exceção do Oriente Médio, em meio à deterioração do cenário macroeconômico e geopolítico.
O resultado acumulado até setembro representa alta de 2,9% na receita a taxas de câmbio correntes, para 12,26 bilhões de euros. A diferença em relação ao crescimento a câmbio constante reflete o impacto das oscilações cambiais, que reduziram a receita em aproximadamente 310 milhões de euros no período.
Apesar do resultado geral ser majoritariamente positivo, as receitas das divisões de roupas prontas para vestir e acessórios, além de relógios, recuaram no período.
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Siga o Times | CNBC“Na China, o que observamos é que as divisões de maior volume são as mais afetadas, como acessórios de moda, relógios e calçados”, afirmou Eric du Halgouet, diretor financeiro da Hermès, durante a teleconferência de resultados.
Segundo o executivo, a queda no fluxo de clientes foi compensada pelo aumento do valor das vendas, um dos pontos fortes da marca. Ele destacou, porém, que, em categorias como joias e artigos de couro, a redução da circulação de consumidores também é um fator relevante, enquanto os produtos de preço intermediário e maior volume são os mais prejudicados.
Du Halgouet também comentou os recentes protestos em Paris. De acordo com o executivo, a Hermès reforçou as medidas de segurança para proteger funcionários e lojas, mas ainda é cedo para avaliar os efeitos das manifestações sobre os negócios e o turismo.
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