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Fusões e aquisições estão “a todo vapor”, diz CEO do Citi no Reino Unido
Publicado 02/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 02/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 4 meses
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Foto: Getty Images
O mercado de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Reino Unido está em forte atividade, impulsionado por grandes empresas que vêm simplificando suas operações e por investidores estrangeiros interessados em ativos britânicos com forte geração de caixa, afirmou a CEO do Citi no Reino Unido, Tiina Lee, à CNBC.
Em entrevista ao programa Squawk Box Europe, da CNBC, em Canary Wharf, nesta quinta-feira, Lee disse que o mercado de fusões e aquisições está “a todo vapor”, destacando que grandes empresas seguem reestruturando seus portfólios e concentrando esforços em seus principais negócios.
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“Esse movimento é impulsionado pela tendência contínua de simplificação das empresas britânicas”, afirmou Lee, referindo-se à estratégia adotada por companhias de grande porte para tornar seus modelos de negócios mais enxutos.
Ela citou a transação envolvendo a McCormick e o negócio de alimentos da Unilever, além da venda da equipe de críquete indiana da Diageo, como exemplos de empresas que estão reforçando o foco em suas principais competências.
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Lee acrescentou que os investimentos estrangeiros no Reino Unido também seguem fortes, com 28 transações anunciadas até o momento neste ano, especialmente voltadas para empresas com geração consistente de caixa e atuação internacional. Ao mesmo tempo, companhias britânicas continuam investindo no exterior, destacou, mencionando a aquisição da MW Components pela Rosebank, realizada no início deste ano.
“Tudo isso reflete o foco das grandes empresas em suas competências centrais”, acrescentou.
Segundo Lee, o forte ritmo das negociações contrasta com um mercado de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) mais fraco, fazendo com que as fusões e aquisições sejam atualmente o principal motor do mercado de capitais britânico.
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Siga o Times | CNBCEla afirmou que um dos principais fatores por trás desse movimento é a diferença de valuation entre empresas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Na avaliação da executiva, empresas britânicas consolidadas, com forte geração de caixa e modelos de negócios resilientes, continuam sendo altamente atrativas para compradores internacionais.
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O número de operações no mercado britânico caiu cerca de 12% no ano passado, segundo dados da PwC. No entanto, o valor total dessas transações aumentou aproximadamente 12%, já que o tamanho médio dos negócios cresceu 30%.
Os dados indicam que compradores estratégicos e fundos de private equity estão concentrando seus investimentos em ativos de maior qualidade, em vez de priorizar um maior volume de transações.
Entre os principais negócios estiveram a fusão transfronteiriça de 15,2 bilhões de libras entre a Anglo American e a Teck Resources, a aquisição da seguradora Direct Line pela Aviva por 3,7 bilhões de libras e a compra da Deliveroo pela DoorDash por 3,9 bilhões de libras.
O mercado britânico de IPOs permanece relativamente fraco nos últimos anos. A PwC classificou 2025 como o melhor ano de Londres para ofertas públicas iniciais desde 2021, embora o volume de operações ainda tenha permanecido bem abaixo dos níveis registrados no ano anterior.
Dados da EY mostram que 23 empresas abriram capital na Bolsa de Valores de Londres ao longo de 2025, sendo nove listagens no mercado principal e 14 IPOs no mercado alternativo AIM. As ofertas movimentaram cerca de 2,1 bilhões de libras, alta de 170% em relação ao ano anterior.
Apesar disso, de acordo com a Financial Conduct Authority (FCA), houve apenas dois IPOs no primeiro trimestre, sendo apenas um no mercado principal da Bolsa de Londres.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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