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Mark Zuckerberg critica bloqueio de IA chinesa e defende modelos abertos

Publicado 30/07/2026 • 16:13 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • Mark Zuckerberg, CEO da Meta, critica restrições à IA chinesa e defende que os EUA foquem em inovação para competir no setor.
  • Modelos abertos de inteligência artificial ganham espaço no debate entre empresas e autoridades americanas.
  • EUA avaliam limitar acesso da China a chips e tecnologias avançadas em meio à disputa pela liderança em IA.
Mark Zuckerberg com microfione na mão

FotoField/Shutterstock

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que os Estados Unidos não deveriam adotar o bloqueio de modelos avançados de Inteligência Artificial (IA) desenvolvidos na China como estratégia para conquistar vantagem na disputa tecnológica. Segundo o executivo, impedir o acesso a essas tecnologias não seria uma forma eficaz de superar a concorrência chinesa no setor.

Zuckerberg defendeu que as empresas americanas devem concentrar esforços na identificação e solução dos principais desafios que dificultam a competição com companhias chinesas de IA. Entre as desenvolvedoras citadas como concorrentes estão DeepSeek, Qwen, Kimi e outras empresas responsáveis por modelos de inteligência artificial.

A discussão sobre modelos abertos de IA ganhou força nos Estados Unidos diante da possibilidade de o governo americano restringir o uso de sistemas com pesos abertos. Empresas como Microsoft, Perplexity, Mistral e Nvidia se posicionaram a favor desse formato, sob o argumento de que ele amplia o acesso à tecnologia, aumenta sua disponibilidade e pode contribuir para avanços em segurança cibernética, além de fortalecer o ecossistema de desenvolvimento de IA no país.

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Em entrevista ao Financial Times, Zuckerberg criticou a ideia de proibir modelos chineses como forma de garantir a liderança tecnológica americana. Para o executivo, uma estratégia baseada em bloqueios não seria suficiente para vencer a corrida pela inteligência artificial.

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A posição segue uma linha semelhante à defendida anteriormente pelo CEO da Meta em um artigo publicado no The Wall Street Journal, no qual argumentou a favor dos modelos abertos. Segundo Zuckerberg, esse tipo de tecnologia permite que usuários personalizem ferramentas e executem modelos localmente em seus próprios equipamentos. Ele também alertou para o risco de a inteligência artificial ficar concentrada nas mãos de poucos grupos com grande poder.

As possíveis restrições defendidas por autoridades americanas têm como justificativa preocupações sobre o uso de modelos abertos por empresas chinesas. Um dos casos citados envolve a startup Moonshot AI. De acordo com a CNN, a empresa teria utilizado uma técnica chamada “destilação” para acelerar o treinamento do modelo Kimi K3, que teria alcançado desempenho próximo, em testes de referência, ao de modelos fechados avançados, como versões mais recentes do ChatGPT, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic.

Autoridades dos Estados Unidos afirmam que a Moonshot AI teria realizado um esforço secreto e de grande escala para contornar restrições ao uso de tecnologia. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou que laboratórios chineses de IA poderiam ser alvo de sanções e incluídos na Lista de Entidades dos Estados Unidos, medida que poderia limitar o acesso a hardware especializado e a tecnologias avançadas necessárias para o desenvolvimento de inteligência artificial.

A discussão sobre restrições tecnológicas também envolve o fornecimento de componentes avançados. A possibilidade de limitar o acesso da China a chips de alto desempenho está alinhada com uma proposta apresentada pelo CEO da Anthropic, Dario Amodei, que defendeu, em uma carta aberta, que empresas americanas não deveriam vender chips de alto desempenho e equipamentos utilizados na fabricação desses componentes para o país.

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