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Mastercard amplia participação no BRB; veja como a empresa chegou a 6,93% do banco
Publicado 22/01/2026 • 09:05 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 22/01/2026 • 09:05 | Atualizado há 2 semanas
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Pexels e Reprodução/Agência Brasília
O BRB (BSLI3), Banco de Brasília, informou ao mercado na noite de terça-feira (20) que a Mastercard Brasil Soluções de Pagamento passou a deter 6,93% do capital social da instituição. A participação corresponde a 33.684.706 ações, entre ordinárias e preferenciais, após a execução de uma alienação fiduciária – mecanismo usado como garantia em operações financeiras.
Do total de papéis agora em nome da companhia de pagamentos, 11.750.000 são ações ordinárias, que dão direito a voto e representam 3,67% desse tipo de papel emitido pelo banco. As outras 21.934.706 ações são preferenciais, que não concedem voto, mas têm prioridade no recebimento de dividendos, e equivalem a 13,21% dessa classe.
Os dados constam em comunicado divulgado pelo BRB e em correspondência enviada pela própria Mastercard.
Segundo o banco, a operação não altera o controle acionário nem significa a entrada de um novo sócio estratégico. A participação surgiu porque as ações haviam sido dadas como garantia de uma dívida que não foi quitada. Com o inadimplemento, a Mastercard, na condição de credora, executou a garantia e assumiu temporariamente a propriedade dos papéis.
Em carta encaminhada à área de Relações com Investidores, a empresa afirmou que a consolidação das ações ocorreu “em decorrência da excussão de alienação fiduciária sobre ações ordinárias e preferenciais de emissão do BRB”. No mesmo documento, a companhia destacou que a operação não tem como objetivo interferir na administração ou na estrutura de governança do banco.
Leia Também: Para “acalmar” mercado, BRB escolhe novas diretorias nas áreas de Controles e Finanças
A Mastercard também informou que não pretende manter a participação acionária. Segundo o comunicado, as ações serão vendidas no mercado, de acordo com a legislação e a regulamentação vigentes. Durante esse período, a empresa afirmou que não exercerá direitos políticos, como voto em assembleias, e que não possui outros valores mobiliários vinculados ao BRB.
Situação semelhante já ocorreu com a Westwing. Na varejista, a Mastercard passou a deter 31,87% do capital social após executar uma alienação fiduciária sobre ações dadas em garantia. Antes da operação, a estrutura acionária incluía a WNT, com 39,4%, e a Trustee, com 5,6% do capital — gestoras citadas pela Polícia Federal como ligadas ao empresário Nelson Tanure.
No caso do BRB, o banco já havia informado ao mercado, em 2025, a presença relevante de fundos de investimento em sua base acionária. Em comunicado divulgado em setembro, a WNT detinha cerca de 8% das ações preferenciais, principalmente por meio do fundo Verbier.
Na mesma época, o Deneb FIP, administrado pela Master Corretora e gerido pela MACAM Asset, possuía 4,57% das ações preferenciais do banco. Outros fundos também apareciam entre os principais acionistas: o Celeno FIP, administrado pela Master Corretora, com 12% das ações preferenciais, e o Borneo, sob gestão da Reag, com 9,78% desse tipo de papel.
Além da movimentação acionária, o BRB anunciou mudanças em sua diretoria executiva. O Conselho de Administração elegeu Ana Paula Teixeira para a Diretoria Executiva de Controles e Riscos e Antônio José Barreto de Araújo Júnior para a Diretoria Executiva de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores.
As nomeações ainda dependem de aprovação do Banco Central e entram em vigor após a conclusão dos trâmites regulatórios.
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