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Medicina personalizada será próxima grande transformação da indústria farmacêutica, diz sócio da EY Brasil Leandro Berbert
Publicado 27/10/2026 • 19:13 | Atualizado há 25 minutos
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Publicado 27/10/2026 • 19:13 | Atualizado há 25 minutos
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Depois do avanço dos medicamentos GLP-1, que transformaram o tratamento da obesidade e movimentaram a indústria farmacêutica, a próxima grande onda de inovação deve ser marcada pela medicina de precisão e por tratamentos cada vez mais personalizados. A análise é de Leandro Berbert, sócio e líder de Health Sciences e Wellness da EY Brasil.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Berbert afirmou que terapias capazes de atuar sobre DNA, células e RNA devem ganhar espaço nos próximos anos e ampliar as possibilidades de tratamento de doenças que ainda apresentam respostas limitadas.
“O foco da inovação está na medicina de precisão, na medicina personalizada, e é isso que a gente deve ver nas próximas décadas”, afirmou.
Segundo o executivo, a transformação observada com as chamadas canetas emagrecedoras não deve ser tratada como um fenômeno isolado.
“O GLP-1 chamou a atenção da população, dos pacientes, de forma geral, e vai continuar chamando a atenção. Tem muita inovação ainda relacionada à obesidade”, disse.
Entre os avanços esperados estão medicamentos que precisem ser administrados com menor frequência e tratamentos capazes de reduzir a perda de massa magra associada ao emagrecimento.
A evolução dos GLP-1 também deve incluir novas formas de administração. Berbert destacou que os tratamentos começam a avançar além das aplicações injetáveis, com o desenvolvimento de versões em comprimidos.
Fora da obesidade, Berbert apontou oncologia, imunologia e neurologia entre as áreas com maior potencial de inovação.
Segundo ele, a oncologia concentra atualmente uma parcela relevante dos estudos clínicos globais, em razão da diversidade de tipos de tumores e abordagens terapêuticas em desenvolvimento.
“A tendência é que a gente vá ver a oncologia, de fato, dominando essa pizza, seguida por imunologia e neurologia”, afirmou.
Dentro da imunologia, o executivo citou doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus. Na neurologia, destacou enfermidades como Alzheimer e Parkinson.
“São doenças com impacto muito grande para a sociedade e que ainda não têm uma resposta efetiva ao tratamento”, disse.
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Siga o Times | CNBCBerbert apontou três plataformas com potencial de produzir avanços relevantes na indústria: terapias que alteram ou atuam sobre o DNA, tratamentos baseados em células e tecnologias relacionadas ao RNA.
Entre os exemplos já utilizados, ele citou as terapias CAR-T, que modificam células do sistema imunológico para combater determinadas doenças.
“É uma terapia celular bastante relevante, ainda cara, mas bastante transformadora e com bastante resultado e expectativa de resultado no futuro”, afirmou.
Segundo Berbert, essas tecnologias aproximam a indústria de tratamentos desenhados para características específicas do paciente ou da própria doença.
A corrida pela próxima inovação também está alterando a estratégia de negócios das grandes farmacêuticas.
Segundo Berbert, as empresas passaram a buscar moléculas e companhias em fases mais iniciais de desenvolvimento, em vez de esperar que os tratamentos estejam próximos da comercialização.
“Anteriormente você buscava empresas maduras ou com o processo de inovação no seu estágio final. Hoje você já busca o que é a droga do futuro, o que é a molécula do futuro, em estágios iniciais”, afirmou.
O movimento aumenta a disputa por ativos e também atrai fundos de investimento para o setor.
Berbert afirmou que os dados apresentados pela EY mostram uma tendência de crescimento no volume financeiro das operações envolvendo empresas de biofarma, com possibilidade de superar níveis observados em anos anteriores.
“Empresas não só fazem mais transações como buscam moléculas em estágios iniciais”, disse.
Para o executivo, a combinação entre maior volume de estudos clínicos, novas plataformas tecnológicas e maior interesse de investidores deve manter a indústria farmacêutica em um ciclo intenso de transformação.
“Tem muita inovação ainda no GLP-1 e na obesidade, mas não só lá. A gente está falando de muitos estudos clínicos em oncologia, muitos estudos clínicos em doenças autoimunes, doenças raras, em neurologia”, afirmou. “Com certeza, teremos no curto e médio prazo vários casos de sucesso da indústria.”
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