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Mega IPO da SpaceX pode superar recordes e testar apetite global por risco; entenda
Publicado 28/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A possibilidade de a SpaceX realizar um IPO trilionário mostra como o mercado segue disposto a assumir risco em busca de crescimento ligado à tecnologia e inteligência artificial, afirmou o consultor de investimentos da API Capital, Leandro Benincá, ao analisar a nova onda de ofertas públicas que começa a movimentar Wall Street.
Em entrevista nesta quinta-feira (28) ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele disse que, mesmo com cifras recordes, existe liquidez suficiente no mercado para absorver operações desse porte. “A liquidez que a gente tem no mercado é muito maior”, destacou.
Benincá observou que o prospecto da companhia foi protocolado recentemente nos Estados Unidos e que a expectativa gira em torno de uma abertura de capital avaliada entre US$ 1,75 trilhão (R$ 8,87 trilhões) e US$ 2 trilhões (R$ 10,14 trilhões). “É um valuation extremamente grande”, pontuou.
Leia também: Com IPO da SpaceX, fortuna de Elon Musk pode ultrapassar a economia de quase todos os países
De acordo com o especialista, a operação deve reunir no mesmo pacote os negócios aeroespaciais da companhia, a divisão de conectividade via satélite Starlink e também o antigo Twitter/X.
Para Benincá, um dos principais diferenciais financeiros da empresa está justamente na Starlink, que mais do que dobrou receitas na comparação anual e se tornou uma importante geradora de caixa do grupo.
O consultor também chamou atenção para a posição da companhia em criptomoedas. Segundo ele, a SpaceX possui 18.712 bitcoins em caixa, equivalentes a cerca de US$ 15,5 bilhões (R$ 78,58 bilhões), considerando valores do início deste ano.
Leia também: SpaceX se aproxima do mercado e reforça expansão da economia no espaço
Apesar do potencial bilionário da oferta, Benincá afirmou que o mercado precisará avaliar o peso da figura de Elon Musk dentro da estrutura de governança da empresa.“O Musk tem 85% dos votos dos acionistas e vai continuar controlando isso”, ressaltou o especialista.
Segundo ele, a estrutura prevista para a listagem na Nasdaq garante ao empresário ações com poder ampliado de voto, preservando o controle mesmo após a abertura de capital.“Resta saber agora se o mundo vai querer tirar o seu dinheiro do colchão e colocar exclusivamente na figura do Elon Musk”, alertou.
Na avaliação do consultor, essa centralização pode funcionar como um atrativo para parte dos investidores, mas também ampliar preocupações sobre governança e dependência excessiva da imagem do fundador.
Leia também: American Airlines escolhe Starlink, da SpaceX, para Wi-Fi a bordo em mais de 500 aeronaves
Ao comentar por que a SpaceX decidiu buscar abertura de capital apenas agora, após mais de duas décadas de operação, Benincá explicou que IPOs normalmente acontecem quando os fundadores entendem que a empresa atingiu um patamar elevado de valuation.
“IPOs acontecem no topo do morro, onde os fundadores enxergam que a empresa chegou no máximo de valor para captar recursos do mercado”, explicou.
Segundo ele, esse modelo permite às companhias captar recursos mais baratos do que linhas tradicionais de financiamento bancário, aproveitando momentos de maior apetite por risco dos investidores.
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Seguir no GoogleApesar disso, Benincá afirmou que prefere cautela em estreias na bolsa. “Eu não sou, particularmente, de entrar em IPOs”, frisou. O especialista acrescentou que costuma aguardar os primeiros anos de negociação antes de investir nas ações.
Leia também: Elon Musk acelera ida da SpaceX à bolsa; o que está por trás do timing?
Os rumores sobre uma possível aproximação maior entre SpaceX e Tesla também geram dúvidas no mercado, segundo o consultor. Para ele, a estratégia seria “uma faca de dois gumes gigantesca”, avaliou.
Benincá destacou que a Tesla enfrenta avanço da concorrência chinesa, principalmente da BYD e de outras fabricantes asiáticas. “A Tesla vem passando grandes dificuldades”, lembrou. Na visão dele, unir ainda mais os negócios da montadora à SpaceX poderia ampliar riscos em vez de fortalecer a operação. “Talvez mais atrapalhe do que ajude”, concluiu.
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